A Comissão Europeia deseja reverter a facilitação dos vistos de entrada para funcionários bielorrussos, implementada no ano passado. Os diplomatas terão que apresentar mais documentos comprobatórios e pagar uma taxa maior para suas solicitações de visto. Cidadãos comuns não serão afetados por este endurecimento.
A medida se soma às proibições de entrada já estabelecidas contra 166 altos funcionários bielorrussos, incluindo o presidente Lukashenko.
A proposta da Comissão Europeia representa um novo passo no conflito com o regime do presidente Aleksandr Lukashenko. A Comissão acusa Lukashenko de ilegalmente transferir refugiados e requerentes de asilo da Bielorrússia para países vizinhos Polônia, Lituânia e Letônia.
“Precisamos adotar uma postura firme contra Lukashenko”, afirmou a Comissária da UE Ylva Johansson (Assuntos Internos). “Lukashenko tenta desestabilizar a UE trazendo migrantes e empurrando-os para dentro da União Europeia.” A sueca também apontou que o presidente bielorrusso está enganando os próprios migrantes.
Nos últimos meses, milhares de migrantes tentaram atravessar a fronteira entre a Bielorrússia e os Estados-membros da UE Polônia, Lituânia e Letônia. A Comissão apoia os países da UE em seus esforços para proteger suas fronteiras.
Enquanto isso, cresce a preocupação sobre a forma como a situação está sendo tratada na Polônia. No início de setembro, Varsóvia decretou estado de emergência na fronteira. Nos últimos dias, vários migrantes foram encontrados mortos na região fronteiriça.
Ao contrário da Lituânia e da Letônia, a Polônia recusa ajuda da Frontex, a agência europeia de proteção de fronteiras. Johansson observou que a crise poderia ser gerida de forma muito mais eficaz se os países da UE chegassem a um acordo sobre o novo acordo de asilo e migração que a Comissão propôs há um ano. Contudo, as negociações pouco avançaram até o momento.

