Além disso, a Espanha solicitou à UE o uso dos guardas de fronteira da Frontex no processamento dos pedidos de asilo de menores ainda presentes no enclave espanhol de Ceuta, no Marrocos. Até agora, a Frontex só tem sido usada pelos países da UE para impedir a chegada de requerentes de asilo.
Cinco países da UE buscam fora da Europa locais para onde possam ser enviados requerentes de asilo rejeitados. Países como Holanda, Alemanha, Áustria, Dinamarca e Grécia estão mantendo conversas com países fora da União Europeia sobre centros conjuntos de retorno. Ruanda e Uganda estão sendo considerados.
Campos de retorno
Representantes europeus têm mantido conversas nas últimas semanas sobre possibilidades de alojar requerentes de asilo rejeitados fora da UE. Os centros destinam-se a pessoas que não têm mais direito de permanecer num país da UE. Elas poderiam ficar nesses locais enquanto aguardam seu retorno ao país de origem ou trânsito para outro país.
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Os cinco países participantes da UE poderiam usar esses centros conjuntamente. Eles se reunirão para discutir o assunto na próxima semana em Copenhague, mas até agora divulgaram poucas informações sobre o tema.
Organizações de direitos humanos alertam para as consequências caso migrantes sejam detidos fora da União Europeia. Também há preocupações relacionadas a possíveis locais no Bálcãs Ocidentais quanto à proteção e situação legal dos migrantes e requerentes de asilo.
Afeganistão
Além disso, o Parlamento Europeu está analisando o retorno de migrantes e requerentes de asilo ao Afeganistão. A comissão de direitos humanos discute o assunto após encontros da Comissão Europeia com representantes do Emirado Islâmico. A situação dos direitos humanos no Afeganistão também é um aspecto relevante.
Outro problema migratório ocorre no enclave espanhol de Ceuta, no Marrocos. A Espanha solicitou à Comissão Europeia apoio extra da Frontex para o processamento de milhares de migrantes ainda presentes lá. Madri deseja dez agentes adicionais da Frontex para registro, triagem e coleta de informações.
Frontex
A Agência Europeia de Asilo também deve ajudar nessa tarefa, segundo a Espanha. A agência pode apoiar nos diálogos com migrantes e disponibilizar intérpretes. A avaliação individual é importante para determinar quem pode receber proteção e para quem deve ser iniciada uma devolução. Isso implicaria que os pedidos de asilo não seriam mais processados pelos países da UE, mas sim por funcionários da UE.
A situação surgiu após, no final de julho, mais de 70.000 pessoas entrarem em Ceuta vindas do Marrocos. A maioria partiu ou retornou, mas milhares permaneceram, entre eles muitos menores. A presença deles gerou tensões crescentes e protestos entre os moradores de Ceuta.

