O Reino Unido, os Estados Unidos e a China continuam a ser os três principais destinos para as exportações agroalimentares da UE. Observa-se uma queda nas importações de sementes oleaginosas e culturas proteicas, assim como em hortícolas, tanto nos preços quanto nos volumes. As quedas nas importações em 2023 foram notáveis provenientes do Brasil, Argentina, Austrália, China e Indonésia.
Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) da ONU, os preços mundiais das matérias-primas alimentares estavam 10% mais baixos no mês passado em comparação com o ano anterior.
O índice de preços dos alimentos da FAO acompanha as variações mensais dos preços de uma série de matérias-primas alimentares comercializadas globalmente e atingiu 118,5 pontos no último mês, caindo 1,5% em relação ao mês anterior.
Para o total do ano de 2023, o índice estava 13,7% abaixo da média do ano anterior.
O índice de preços dos cereais da FAO subiu 1,5%, enquanto que os preços do trigo, milho, arroz e cevada aumentaram ligeiramente, em parte devido às interrupções nas exportações da Ucrânia e da Rússia.
O índice de preços da carne da FAO caiu 1,8% em relação a novembro, influenciado pela persistente fraqueza da procura asiática por carne de porco.
O índice de preços dos produtos lácteos da FAO aumentou 1,6% em dezembro em comparação com novembro, principalmente devido ao aumento dos preços da manteiga e do queijo, apoiado por grandes compras na Europa Ocidental na véspera do Natal. Ao mesmo tempo, a forte procura global por leite integral em pó levou ao aumento dos preços.

