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França como presidência da UE: sobretudo muito ‘comércio justo’ e ecologia

Iede de VriesIede de Vries
Tributo Europeu ao Presidente Valéry GISCARD d’ESTAING

Uma das prioridades da presidência francesa da UE será o distúrbio da concorrência causado pela importação de produtos de países terceiros que foram produzidos com normas inferiores. Isso foi anunciado pelo ministro francês da Agricultura Julien Denormandie. Ele quer vincular a política comercial e o acesso ao mercado interno ao cumprimento das normas europeias. 

Além disso, a França também quer combater distúrbios da concorrência entre os países da UE. Um mercado comum também inclui regras uniformes e esforços conjuntos para combater desigualdades sociais e ecológicas, segundo o ministro.

Em uma entrevista à revista semanal “La France Agricole”, Denormandie anunciou ainda que trabalhará na UE para reduzir o uso de antibióticos, os níveis máximos de resíduos de pesticidas e para combater o desmatamento. O presidente Emmanuel Macron anunciou em setembro que, durante a presidência francesa da UE, apresentaria uma iniciativa para acelerar a restrição do uso de pesticidas. 

O ministro Denormandie se manifestou contra a importação “sem sentido” de soja da América do Sul, que continuaria a promover o desmatamento na floresta tropical. Seus anúncios foram bem recebidos por organizações ambientais e opositores aos pesticidas. A França é favorável à redução do uso de produtos fitossanitários e contra a reautorização do glifosato ou a aprovação de novos processos de manipulação genética. 

Segundo Denormandie, “essa proposta é crucial para a preservação dos ecossistemas, o combate às mudanças climáticas e a manutenção de nossos padrões de consumo sustentável.” A França também defenderá um nível “alto” de ambição para o regulamento proposto pela Comissão Europeia, acrescentou ele.

A França deseja tentar, neste primeiro semestre de 2022, tornar obrigatória a rotulagem dos produtos alimentares em toda a UE. Etiquetar a pegada ecológica dos bens é um desejo antigo do presidente Emmanuel Macron. A França já desenvolveu o Nutri-score próprio, que agora é apoiado por alguns outros países da UE. 

A França assume a presidência do Conselho da UE em 1º de janeiro. Em abril, haverão eleições presidenciais na França e Macron deseja ser reeleito. No semestre que vem, decisões importantes deverão ser tomadas dentro da UE sobre a ‘modernização’ das estruturas e procedimentos da UE. Esta ‘Conferência sobre o futuro da Europa’ deverá desempenhar um papel importante na política interna francesa.

Este artigo foi escrito e publicado por Iede de Vries. A tradução foi gerada automaticamente a partir da versão original em neerlandês.

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