O governo islandês anunciou que no dia 29 de agosto será realizado um referendo sobre a retomada das negociações de adesão à UE. A primeira-ministra Kristrún Frostadóttir chamou este referendo de crucial para o futuro do país.
O referendo tem como objetivo permitir que a população vote se as negociações, suspensas em 2014, devem ser retomadas. Caso o resultado seja positivo, será realizado um segundo referendo sobre a adesão efetiva à UE.
Maioria a favor
A Islândia submeteu um pedido de adesão à UE em 2009, mas as conversas foram interrompidas em 2013 e o pedido foi retirado em 2015 durante um governo eurocético. Agora, muitos islandeses desejam reabrir as negociações.
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Uma pesquisa recente da Gallup mostra que 57% da população é a favor da retomada das negociações, enquanto 30% é contra. O aumento do custo de vida e as recentes tensões geopolíticas desempenham um papel importante nesse renovado interesse.
Estabilidade
A UE pode oferecer potencialmente mais do que apenas benefícios econômicos; também pode garantir estabilidade e segurança, espera-se. Mudanças geopolíticas, como a invasão russa da Ucrânia, reforçam o argumento para a adesão à UE.
O governo islandês enfatizou que o referendo não é sobre adesão imediata, mas sobre o avanço das negociações. O objetivo final é posicionar a Islândia como um membro pleno da UE.
Nas próximas semanas, o parlamento deve aprovar a decisão sobre a proposta para que o referendo possa ocorrer em 29 de agosto. A primeira-ministra Frostadóttir destaca que com a adesão à UE será possível acessar decisões importantes das instituições europeias, o que afetará o futuro da Islândia em um mundo em mudança.

