A libertação dos trabalhadores ocorre após um incidente em que um trabalhador indiano morreu em um acidente de trabalho próximo a Roma. Este incidente desencadeou um debate sobre as precárias condições de trabalho no setor agrícola italiano.
O governo italiano intensificou as fiscalizações sobre o trabalho ilegal e a exploração no setor agrícola após esse acidente. Embora isso aconteça algumas vezes ao ano, pouco é feito estruturalmente contra a contratação em grande escala de trabalhadores estrangeiros ilegais nas áreas rurais da Itália.
Os trabalhadores agrícolas em Verona trabalhavam sete dias por semana, doze horas por dia, recebendo apenas quatro euros por hora. A polícia descobriu que alguns trabalhadores tiveram que pagar 13.000 euros por uma permissão de trabalho inexistente.
Bens no valor de 475.000 euros pertencentes aos dois suspeitos foram apreendidos. Esses suspeitos possuem duas fazendas sem funcionários oficiais.
Este caso faz parte de um problema maior de exploração laboral na Europa, onde migrantes frequentemente trabalham em condições degradantes em setores de baixa remuneração, como a agricultura. Itália enfrenta, assim como muitos outros países europeus, uma escassez de mão de obra, parcialmente suprida por migrantes.
O governo italiano prometeu agir com mais rigor contra empresas envolvidas nestas práticas e anunciou medidas para melhorar a proteção dos trabalhadores migrantes. Isso inclui fiscalizações mais rigorosas e penas mais severas para os exploradores.
A questão da exploração laboral não se limita à Itália. É um problema generalizado em toda a Europa e requer uma abordagem coordenada em nível internacional. Trabalhadores migrantes de países como a Índia, bem como da África e Europa Oriental, são frequentemente vulneráveis à exploração devido à sua situação jurídica precária e falta de proteção.
Organizações internacionais e ativistas dos direitos trabalhistas defendem uma melhor proteção aos trabalhadores migrantes e a aplicação rigorosa das leis laborais para prevenir a exploração. Também há um apelo por melhor informação para migrantes sobre seus direitos e os riscos do trabalho ilegal.

