O governo britânico também apresentará à Câmara dos Comuns os projetos de lei necessários para viabilizar a saída do Reino Unido da UE. É possível que essas leis sejam discutidas no parlamento já na segunda-feira, juntamente com a proposta do Brexit que não foi analisada no sábado.
O primeiro-ministro Boris Johnson quer que o parlamento aprove seu acordo do Brexit. No entanto, no sábado, a Câmara dos Comuns votou a favor de uma emenda que determina que o acordo só será aprovado se a legislação correspondente for implementada.
Além disso, o gabinete apresentou propostas para investimentos em saúde, educação e combate ao crime. A votação sobre esses temas ocorrerá na terça-feira, segundo o Sky News. Resta saber se o presidente da Câmara, John Bercow, permitirá esse procedimento.
O mais alto juiz da Escócia não emitirá uma decisão na segunda-feira sobre se o primeiro-ministro Johnson cumpriu a lei ao enviar cartas contraditórias para a UE. O tribunal seguirá com o processo, movido por alguns opositores do Brexit. Uma data para a próxima audiência ainda será marcada.
Anteriormente, o governo britânico garantiu ao tribunal que Johnson não obstruiria o mandato do parlamento. Entretanto, ao enviar cartas contraditórias a Bruxelas, ele não teria cumprido essa promessa, alegam os advogados de três opositores do Brexit.
Depois que Johnson não conseguiu aprovar seu acordo no parlamento no sábado, ele foi obrigado a pedir um adiamento à UE. Embora tenha feito isso em uma carta, ele também enviou outra carta pessoal na qual pede aos líderes da UE que não concedam a prorrogação.
Se o tribunal determinar que Johnson agiu incorretamente, ele poderá, em teoria, receber uma multa ou até pena de prisão, informa o The Guardian. O governo solicitou ao tribunal o arquivamento do caso, alegando que Johnson cumpriu suas obrigações. O juiz não concordou.

