Albânia e Macedônia do Norte ainda não receberam permissão para iniciar negociações de adesão à União Europeia. Essa foi a conclusão das consultas entre ministros da UE em Luxemburgo. Especialmente França e Países Baixos estão bloqueando as conversas.
A França acredita que a UE deve primeiro se reformar e reorganizar antes de poder expandir. Os Países Baixos consideram que a Albânia ainda não combate suficientemente o crime e não possui um sistema jurídico adequado.
Segundo a maioria dos outros Estados-membros da UE, o momento é propício para transformar a fase preliminar atual (em andamento há vários anos) em regras reais de adesão. Os dois países dos Balcãs, segundo a Comissão Europeia e o presidente da UE Tusk, fizeram tudo o que foi esperado deles.
A União Europeia atualmente tem 28 Estados-membros. Antes que um novo país se torne membro ou que as negociações de adesão comecem, todos os membros atuais devem concordar. A decisão agora será deixada para os líderes governamentais da UE, na quinta e sexta-feira, em sua cúpula em Bruxelas.
A França considera que o processo de adesão deve ser reformado primeiro. Os Países Baixos acreditam que ainda há muito a ser feito, especialmente na Albânia. Uma proposta para permitir apenas a Macedônia do Norte avançar enfrenta resistência de vários países. Eles não queriam tratar as questões separadamente.
França e Países Baixos estão receosos porque, no passado, a UE expandiu-se com rapidez demais e aceitando muitos países ao mesmo tempo. Porém, os defensores afirmam: se Albânia e Macedônia do Norte não começarem as negociações agora, esses países podem ficar suscetíveis à influência chinesa ou russa.
Pode levar dez anos ou mais até que as negociações de adesão levem à filiação na UE. As negociações com Sérvia e Montenegro já avançam lentamente há anos. As com Turquia estão congeladas. Bósnia-Herzegovina e Kosovo continuam sendo potenciais países candidatos.

