Embaixadores dos países da UE discutiram a proposta franco-holandesa na quarta-feira como parte do 14º pacote de sanções contra a Rússia que está atualmente sendo preparado pela UE. Isso deverá ser decidido em uma cúpula da UE de líderes governamentais em junho.
De acordo com a proposta, poderia ser proibido a todos na UE fazer negócios com qualquer instituição financeira no mundo que a UE identifique como apoio direto ou indireto ao exército russo.
Tal proibição poderia ser um forte incentivo para instituições financeiras no Oriente Médio, Irã, Turquia ou até mesmo China a não fecharem negócios para o fornecimento de bens com dupla finalidade sancionados pela UE à Rússia, pois poderiam perder o acesso ao mercado empresarial e financeiro europeu.
Funcionários da UE disseram que a Comissão Europeia provavelmente coordenaria essas sanções contra instituições financeiras com os Estados Unidos, o que tornaria essa medida ainda mais poderosa.
Hungria, que apesar da guerra russa contra a Ucrânia ainda mantém laços próximos com Moscou, pode se opor à proposta, assim como possivelmente a Alemanha, que não quer colocar em risco as estreitas relações comerciais com a China. A Comissão Europeia declarou no mês passado que havia sinais de que Pequim fornecia peças à Rússia que poderiam ser usadas para fabricar armas.

