Van Rij é diretor no FMI há alguns anos e foi anteriormente subsecretário do Ministério das Finanças por alguns anos.
Segundo o ex-político, surgem oportunidades para a modernização da indústria de defesa europeia agora que foi decidido aumentar significativamente os gastos com defesa nos próximos anos e tornar-se menos dependente do poder militar dos Estados Unidos.
Difícil
Van Rij chamou atenção para a tomada de decisões difícil e lenta dentro da União Europeia. "Seremos capazes, como Europa, de lançar produtos padronizados para desenvolvimento e construção de equipamentos de defesa e fazer isso muito mais rápido do que atualmente?", questiona Van Rij em voz alta.
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O aumento dos gastos com defesa é um tema importante para o FMI. Recentemente, a organização abordou em um relatório os efeitos disso na inflação e recessão. O aumento dos gastos europeus com defesa também está na agenda da reunião de primavera do FMI, que acontecerá na próxima semana em Washington.
Indústria de defesa
O objetivo dos ministros de Defesa da UE é estabelecer até 2030 um mercado verdadeiro da UE para equipamentos de defesa com regras simplificadas, o que possibilite produção em massa rápida e inovação.
A OTAN permanece por ora a pedra angular da defesa coletiva na Europa. Isso ocorre porque a parceria estratégica entre UE e OTAN foi fortalecida em resposta à guerra russa na Ucrânia. Contudo, a política errática atual do governo americano representa uma fonte importante de incerteza nessa área.
Com os britânicos
Segundo o diretor holandês do FMI, é importante que os países da UE cooperem com os britânicos em suas licitações militares. Alguns países da UE defendem que todos os grandes investimentos sejam feitos somente em países da própria UE. Assim, os países da UE poderiam comprar muito menos armas americanas.
"Não se deve excluir os britânicos nessa questão apenas porque saíram da UE há dez anos". O Reino Unido é uma das maiores potências militares da Europa.
Espera-se que as negociações formais sobre a participação do Reino Unido prossigam em breve. Esse possível acordo sucede tentativas anteriores fracassadas de incluir o Reino Unido no Fundo Europeu de Defesa de 150 bilhões de euros.

