O presidente da UE, Charles Michel, defende uma abordagem europeia forte e unificada para os conflitos internacionais. A presidente da Comissão, Ursula Von der Leyen, também acolheu as tentativas de estabelecer um cessar-fogo na Líbia. O país vive uma guerra civil há anos, e o general Haftar ameaça tomar a capital Trípoli.
Se a crise na Líbia escalar, o presidente da UE Michel teme um grande fluxo de refugiados do Norte da África. Muitas vezes, questiona-se se a União Europeia tem grande influência geopolítica, já que não dispõe de tropas militares próprias para intervenções no exterior.
Michel considerou de extrema importância que a UE fale com uma só voz em grandes conflitos internacionais. Não apenas a presidente da Comissão Von der Leyen, o Alto Representante para a Política Externa Borrell e ele próprio devem estar alinhados, mas também os primeiros-ministros e presidentes dos Estados-membros mais influentes. Ele se refere em particular a Macron, Merkel e Johnson.
A chanceler alemã Merkel convidou as partes envolvidas no conflito na Líbia a virem a Berlim no domingo. Merkel espera dar início a um processo de paz. Também os EUA, Rússia, China, Turquia e França foram convidados a participar. O governo reconhecido internacionalmente da Líbia também estará presente em Berlim.
A Rússia apela às partes do conflito na Líbia devastada pela guerra para que viajem a Berlim no domingo para uma conferência de paz. Somente assim poderá garantir-se que todas aceitam as decisões acordadas, disse na quarta-feira o ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Lavrov.
Para a cúpula, foram convidados o primeiro-ministro do governo reconhecido internacionalmente da Líbia, Fayez al-Sarraj, e seu principal adversário, o líder militar Khalifa Haftar. Ainda não está claro se estarão presentes em Berlim. Segundo o governo alemão, também são esperados representantes dos Estados Unidos, Rússia, Reino Unido, França, China, Turquia, Itália e das Nações Unidas.
As milícias de Haftar controlam grandes partes do país na guerra civil. Pouco antes do convite de Merkel, as negociações com as partes conflitantes sobre um cessar-fogo em Moscou terminaram sem resultado.

