Israel quer ajudar a União Europeia com o fornecimento de gás natural agora que os países da UE desejam parar o mais rápido possível a importação total de gás e petróleo russos devido à guerra russa na Ucrânia. Os países da UE já concordaram em comprar nova energia conjuntamente e acelerar a transição para combustíveis sustentáveis e não fósseis.
A UE assinou um acordo de exportação de gás natural com Israel e Egito. O acordo está em desenvolvimento desde março. Segundo o Ministério da Energia israelense, essa medida permitirá pela primeira vez uma exportação "significativa" de gás israelense para a Europa.
O gás será transportado por meio de gasodutos existentes até os terminais de GNL do Egito, onde poderá ser liquefeito antes de ser enviado por navios-tanque para a Europa.
Israel está trabalhando para aumentar sua produção nos campos de gás no Mediterrâneo. A presidente Ursula von der Leyen, da Comissão Europeia, está em Israel para discutir o fornecimento de gás natural israelense à Europa. Também estão sendo discutidas a construção de um gasoduto através do Mediterrâneo para a Grécia e o Chipre. Von der Leyen também visitará o Egito.
Outras opções são o proposto gasoduto Eastmed, um projeto ambicioso e caro que conectaria os campos de gás ao continente europeu, ou um gasoduto mais curto até a Turquia.
Von der Leyen declarou que Moscou usa a dependência europeia do gás russo como instrumento de chantagem, e já fechou o fornecimento de gás para diversos países europeus. O gás israelense ajudaria a Europa a diversificar suas fontes energéticas, junto com a oferta de outros países, como Estados Unidos e Qatar.
"A esperança é estabelecer um processo de trabalho relativamente rápido e alcançar um acordo-quadro já no verão", disse Lior Schillat, diretor-geral do Ministério da Energia israelense, recentemente durante uma visita a um campo de gás a cerca de 90 km da costa de Israel, que será operado ainda este ano.

