Os países da UE decidiram reduzir o consumo de gás em 15% no próximo ano. Com isso, os países europeus pretendem diminuir sua dependência da importação de gás e petróleo da Rússia. A Comissão Europeia apresentou na semana passada o plano de emergência porque não confia que o fornecimento de gás russo continuará fluindo.
O objetivo é consumir 45 bilhões de metros cúbicos de gás a menos nos próximos meses. Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, afirma que com esse acordo “foram lançadas bases sólidas para a solidariedade indispensável entre os Estados-Membros diante da chantagem energética de Putin”.
O Tribunal de Contas Europeu suspeita que os planos da Comissão Europeia não serão suficientes para tornar a Europa independente do gás e petróleo russos até 2030. O financiamento do chamado programa preparado pode ser inadequado, alerta o Tribunal de Contas.
A Comissão Europeia elaborou um conjunto de medidas para desconectar os Estados-Membros europeus do gás, petróleo e carvão russos. Até 2030, a UE deveria ser totalmente independente de Moscou. O plano, chamado RePowerEU, prevê investimentos adicionais, inclusive em energia renovável, que podem chegar a 300 bilhões de euros.
O dinheiro vem, entre outras fontes, do grande fundo de recuperação da pandemia. Além disso, a Comissão quer leiloar permissões de emissão extras no valor de 20 bilhões de euros e os países da UE poderão transferir fundos originalmente destinados à agricultura ou à política de coesão.
Mas, segundo o Tribunal de Contas, esse plano está parcialmente construído sobre bases frágeis, porque muito depende da disposição dos Estados-Membros em solicitar subsídios do fundo de recuperação da pandemia, ao qual podem estar vinculadas condições.
Além disso, o dinheiro seria distribuído segundo a mesma chave de distribuição, ainda que aqui haja necessidades muito diferentes, afirma o Tribunal de Contas. A Alemanha é, por exemplo, um dos países que mais depende do gás russo, mas, segundo essas regras, tem direito a apenas 8,3% do dinheiro.

