Na segunda-feira, as regras de importação para produtos ucranianos estarão novamente na agenda dos ministros europeus da Agricultura, em sua reunião mensal, desta vez em Luxemburgo.
Este ano, começaram as negociações sobre a possível adesão da Ucrânia à União Europeia. Nesse caso, a Ucrânia terá que impor restrições ao seu próprio setor agrícola para poder ingressar na UE, escreveu o site europeu de notícias Politico na semana passada. Segundo a revista semanal, tarifas de importação para produtos agrícolas ucranianos são necessárias para corrigir a "desigualdade" na balança comercial entre a Ucrânia e a União Europeia.
Até agora, a Polônia é um dos grandes países produtores agrícolas da UE, mas a área do país vizinho Ucrânia é muito maior, o solo é muito mais fértil e os salários são mais baixos. Espera-se que, com a adesão da Ucrânia, também venham a ser estabelecidos outros acordos sobre a atual distribuição dos subsídios agrícolas da UE.
O ministro polonês Siekierski falou na semana passada em Varsóvia durante um congresso comemorativo dos 20 anos da adesão da Polônia à União Europeia. Há vinte anos, dez países da Europa Oriental e Central – após a queda do Muro de Berlim e o colapso da então União Soviética – aderiram à UE.
Siekierski destacou os avanços que essa adesão à UE trouxe para o setor agrícola polonês e para as zonas rurais do país desde então. Segundo ele, a adesão da potência agrícola Ucrânia não precisa ser apenas uma ameaça para a Polônia, mas também oferece oportunidades. O ministro Siekierski apontou o papel importante da indústria alimentícia processadora polonesa. Anteriormente, o ministro alemão do BMEL, Cem Özdemir, em visita de trabalho à Polônia, expressou-se com termos similares.
O ministro polonês afirma que vale a pena aproveitar ao máximo o potencial de matérias-primas da Ucrânia e firmar parcerias empresariais polono-ucranianas, garantidas pelos governos dos dois países, para desenvolver exportações conjuntas.

