“Durante nossa presidência, queremos iniciar uma revisão do Green Deal para simplificá-lo ainda mais”, disse o ministro polonês da Agricultura aos jornalistas. O ministro Czesław Siekierski afirmou que o acordo negociado pela Comissão Europeia com o bloco do Mercosul, países da América do Sul, abre demasiadamente o mercado para produtos agrícolas desses países.
Referindo-se à presidência polonesa da UE de seis meses, iniciada em 1º de janeiro, o ministro Siekierski acrescentou que também planeja abordar em Bruxelas questões relacionadas à expansão da UE e sob quais condições (leia-se: as consequências agrícolas da adesão da Ucrânia à UE).
A UE e o Mercosul, que inclui Argentina, Brasil, Paraguai, Bolívia e Uruguai, acordaram após mais de vinte anos de negociações criar uma zona de livre comércio para 700 milhões de pessoas. Contudo, esse acordo ainda não foi ratificado até o momento.
O ministro polonês destacou que a Polônia – assim como França e Hungria – já se manifestou contra o acordo do Mercosul. O presidente francês Macron declarou que pretende tentar organizar em Bruxelas uma chamada “minoria de bloqueio”. Nesse caso, pelo menos sete países da UE, incluindo dois ou três grandes, precisam se opor.
A primeira-ministra italiana Meloni, que antes estava bastante reticente, afirmou recentemente que a Itália não votará contra o acordo, caso o pacote prometido de compensação para os agricultores europeus afetados se prove suficiente.
Como anteriormente alguns países da UE, incluindo a Alemanha, manifestaram-se a favor do acordo, parece que haverá uma maioria qualificada suficiente entre os 27 países da UE para aprovar o controverso acordo.

