A presidência rotativa da UE, Portugal, apresentou no final da semana passada 'um pacote de propostas' para destravar as negociações do trílogo sobre a nova política agrícola da UE.
Na última trialogo em 10 de março, a ministra portuguesa da Agricultura, Maria do Céu Antunes, referiu-se ao novo modelo de desempenho dos pagamentos diretos, disse ela à Euractiv. Ela não quis aprofundar detalhes.
Antunes rejeitou a ideia de que surgiram dificuldades insuperáveis durante as negociações. Contudo, destacou que a 'condicionalidade social' não fazia parte da proposta inicial da Comissão Europeia de 2018. Além disso, isso não está previsto no mandato atual, afirmou.
Através da 'condicionalidade social', ONGs e sindicatos defendem a inclusão de vários tratados sobre direitos sociais também na política agrícola. Isso faria com que leis relativas ao salário mínimo também fossem aplicáveis aos trabalhadores sazonais contratados.
Antunes disse que sua proposta para convocar um super-trílogo foi bem recebida pelo presidente Norbert Lins da comissão de agricultura do Parlamento Europeu, e pelo comissário europeu da Agricultura Janusz Wojciechowski. A comissão parlamentar de agricultura COMAGRI discute hoje e amanhã o progresso do trílogo.
Como os 27 ministros da Agricultura da UE veem o 'pacote' português e o convite para o 'super-trílogo' será esclarecido na próxima semana no Conselho de Agricultura da UE, em 22 de março. Formalmente, a comissão COMAGRI, a Comissão Europeia e os ministros da Agricultura ainda não responderam.
Portugal continua otimista de que um acordo sobre a nova política agrícola comum (PAC) possa ser alcançado em breve. Em um discurso no podcast semanal Agrifood da EURACTIV, Antunes reiterou seu compromisso em concretizar a reforma da PAC neste semestre.

