Os protestos levaram à interrupção da visita prevista de uma delegação alemã à Espanha, que teve que ser encerrada antecipadamente. A visita tinha como objetivo discutir a situação e encontrar soluções possíveis. Os membros da delegação alemã foram confrontados com uma multidão de produtores de frutas irritados e, finalmente, decidiram encerrar a visita antes do previsto. Isso aumentou ainda mais as tensões entre os dois países.
Os protestos dos produtores de frutas espanhóis colocaram a questão em destaque na agenda política. Políticos tanto na Espanha quanto na Alemanha estão sob pressão para encontrar uma solução que aborde tanto os interesses dos cultivadores quanto as preocupações dos consumidores.
Os produtores de frutas espanhóis, que dependem em grande parte da exportação para a Alemanha, estão indignados com o apelo ao boicote. Segundo eles, controles rigorosos já são realizados sobre o uso de produtos químicos e os morangos espanhóis cumprem todas as normas e regulamentos europeus de segurança alimentar.
Os manifestantes destacam que o setor agrícola contribui significativamente para a economia e o emprego nas regiões espanholas. O apelo ao boicote, segundo eles, coloca em risco o sustento de milhares de famílias. Críticos afirmam que os produtores espanhóis focam demais em práticas agrícolas intensivas, que utilizam grandes quantidades de água e fertilizantes.
As autoridades espanholas afirmam, em resposta, que o setor agrícola espanhol trabalha continuamente em práticas sustentáveis e na redução do uso de produtos químicos e água. Elas defendem um diálogo aberto. Os produtores espanhóis instam as autoridades alemãs a reconsiderar sua posição.
Eles ressaltam a importância da relação comercial entre os dois países e enfatizam que os morangos espanhóis são seguros para consumo. Propõem a implementação de controles conjuntos e processos de certificação transparentes para garantir a qualidade dos produtos.
A União Europeia também desempenha um papel neste conflito, uma vez que é responsável pela regulação do comércio entre os estados-membros. Vários países europeus têm preocupações similares sobre as práticas agrícolas espanholas, e é possível que este protesto chame a atenção para questões mais amplas relacionadas à produção e segurança alimentar dentro da UE.

