Rússia prorrogou o bloqueio à importação de carne, peixe, laticínios, legumes e frutas dos Estados Unidos e Europa por mais um ano. O presidente Putin instituiu essas sanções como retaliação ao boicote imposto pelos países ocidentais às exportações russas, após a anexação da península ucraniana da Crimeia.
O presidente Vladimir Putin estendeu o embargo aos produtos alimentícios até 2022. Os países ocidentais também renovam suas sanções anualmente. Essas medidas, decorrentes da apropriação da Crimeia e da interferência russa no leste da Ucrânia, são distintas das sanções neerlandesas-australianas contra a Rússia devido ao abate do voo MH17.
A prorrogação do boicote russo resulta de um decreto presidencial publicado no banco de dados oficial online de informações jurídicas. O documento entra em vigor imediatamente, informou o site Agroberichtenbuitenland.nl
O embargo instituído em 2014 inicialmente aplicava-se apenas a produtos dos Estados Unidos, União Europeia, Austrália, Noruega e Canadá. Um ano depois, Albânia, Montenegro, Islândia e Liechtenstein, que aderiram às sanções contra a Rússia, também foram incluídos na lista desses países, assim como a Ucrânia a partir de 1º de janeiro de 2016.
Carne e produtos cárneos, leite e laticínios, peixe e produtos pesqueiros, além de legumes e frutas, foram inicialmente proibidos. Desde outubro de 2017, porcos vivos – com exceção de animais para reprodução pura – bem como subprodutos animais e gordura e óleo animal, também não podem ser importados.
Desde 2015, esses produtos ocidentais devem ser destruídos. Entretanto, um acordo foi estabelecido com os russos para o trânsito de produtos alimentícios para a China e as repúblicas da Eurásia. Isso é permitido apenas mediante o uso de selos do Sistema Global de Navegação por Satélite (GLONASS) e comprovantes de registro dos motoristas.

