Os subsídios europeus para o desenvolvimento rural nem sempre são bem aplicados. Em um terço dos casos, os projetos subsidiados não duraram cinco anos, mesmo quando grandes quantias foram investidas. Isso foi diferente em grandes projetos de infraestrutura, como a construção de rede de esgoto, estradas, pontes e viadutos, conforme revelou uma investigação do Tribunal de Contas Europeu.
A Comissão Europeia gastou mais de 25 bilhões de euros nos últimos quinze anos em desenvolvimento rural para diversificar a economia rural. O sucesso varia significativamente entre países, Estados-membros e setores, afirma o Tribunal de Contas Europeu (TCE) em um relatório especial.
Houve fraqueza no desempenho econômico e uso particular ilegal dos fundos. Os auditores recomendam que a Comissão Europeia limite os riscos de uso indevido por meio da reutilização dos projetos para fins privados. Investimentos em acomodações turísticas foram dentre os projetos de diversificação mais apoiados.
Em vários países da UE, o fundo rural subsidia acomodações turísticas, mesmo quando estas não são viáveis. Em alguns casos, foram abertas investigações jurídicas por fraude.
Os auditores identificaram casos em que caros projetos recreativos turísticos foram encerrados após alguns anos. Alguns custavam até 9.000 euros em subsídios da UE por mês em que estavam em operação.
"A UE investiu consideravelmente em medidas para tornar a economia rural menos dependente da agricultura e silvicultura, preservar e criar empregos, além de melhorar a infraestrutura em áreas rurais", disse Viorel Ștefan, membro do TCE que liderou a auditoria.
Os auditores encontraram diferenças significativas entre setores e Estados-membros. Em Polônia, os serviços para projetos agrícolas e florestais no período 2007-2013 foram menos sustentáveis comparados a projetos de outros setores.

