A União Europeia avisou novamente a Turquia contra as perfurações de teste na zona económica cipriota no Mar Mediterrâneo. O novo aviso segue-se à divulgação turca de que enviará uma plataforma de perfuração para a área.
A Turquia contesta que a zona marítima pertença a Chipre, alegando que a área pertence à República Turca do Norte de Chipre, a qual foi proclamada há algumas décadas por cipriotas turcos pró-Turquia. Essa república não é reconhecida por nenhum país do mundo, exceto pela Turquia. A questão é um dos grandes pontos de discórdia entre Bruxelas e Ancara.
“São necessários passos concretos para, de boa-fé, criar uma situação que promova o diálogo”, afirmou um porta-voz da UE. “A intenção da Turquia de iniciar mais atividades de exploração e perfuração na região mais ampla vai infelizmente na direção contrária.”
A UE enfatizou que o direito internacional do mar e os direitos soberanos sobre as zonas marítimas de todos os Estados-membros devem ser respeitados.
Chipre acusou a Turquia de “pirataria” no domingo, após Ancara anunciar novos planos de perfuração de petróleo e gás na zona marítima dividida da ilha, apesar da ameaça prévia de sanções da UE.
Ancara ignorou repetidos apelos da comunidade internacional, especialmente da União Europeia, para encerrar suas atividades ilegais nas águas cipriotas. Na sexta-feira, a Turquia anunciou que a plataforma de perfuração Yavuz retornaria às águas de Chipre para realizar perfurações, um dia depois do presidente Recep Tayyip Erdogan ter prometido que a Turquia começaria a explorar o gás “o mais rápido possível”.

