Em Estrasburgo, uma ampla maioria dos eurodeputados votou a favor de uma resolução que pede a criação de um tribunal especial. Esse tribunal deve se concentrar no julgamento da agressão russa contra a Ucrânia.
Segundo o Parlamento, não apenas os executores, mas também os líderes políticos e militares devem ser responsabilizados. É feita uma referência explícita a altos funcionários envolvidos na tomada de decisões sobre a guerra.
A resolução também condena os ataques contínuos a alvos civis, incluindo bairros residenciais, fornecimento de energia e outras infraestruturas. Esses ataques são vistos como graves violações do direito internacional.
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Indenização
Além da responsabilização penal, a Europa quer avançar na indenização das vítimas. Por isso, o Parlamento apoia a criação de uma comissão internacional de arbitragem onde as vítimas possam apresentar reivindicações.
Essa comissão deve ajudar cidadãos e organizações a obter compensação pelos danos sofridos devido à guerra. Exemplos incluem casas destruídas, infraestrutura danificada e outras perdas.
A União Europeia está trabalhando em conjunto com parceiros internacionais para desenvolver esses planos. Os países europeus são chamados a aderir às iniciativas e contribuir ativamente para a implementação. A comissão está provisoriamente sediada em Haia.
Tribunal Penal
Nas próximas semanas, decisões importantes são esperadas. Os países da UE discutirão a participação nas novas estruturas e os próximos passos jurídicos em relação à Rússia.
Com essas medidas, a Europa quer deixar claro que a guerra não ficará sem consequências para a Rússia. No âmbito jurídico e financeiro, estão sendo buscadas formas de estabelecer responsabilidade e atender às vítimas.
Isso não significa que um Tribunal Europeu será criado para processar Putin e os líderes do Kremlin, mas será aguardado se surgirá um tribunal internacional (da ONU). Caso contrário, pode se tornar uma questão da UE.

