A Comissão Europeia defende novas regras para a admissão de novos Estados-membros. Com isso, seis países dos Bálcãs teriam que cumprir critérios mais rigorosos. Além disso, as negociações já iniciadas podem ser suspensas ou até revertidas. Os atuais 27 países da UE terão mais voz nessa decisão.
Com esses novos acordos processuais, a Comissão Europeia espera eliminar as objeções do presidente francês Emmanuel Macron. Ele acredita que a União Europeia deve ser profundamente modernizada e reformada antes da admissão de novos membros. Outros líderes da UE acham que esses dois processos podem ocorrer simultaneamente.
Há vinte anos, os países balcânicos receberam perspectiva de filiação europeia. A Croácia é, até agora, a única a ter sido admitida. A adesão dos demais está em sério impasse desde outubro. O presidente francês Emmanuel Macron vetou as negociações de adesão com a Macedônia do Norte e a Albânia. Países Baixos e Dinamarca pedem a separação desses dois processos. Eles tinham principalmente reservas em relação ao início das conversas com a Albânia, que ainda consideram excessivamente corrupta.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, espera mudar o rumo com um novo método de negociação, uma nova tentativa de reunir Macedônia do Norte e Albânia à mesa de negociações e um plano econômico de ajuda para toda a região. Uma nova cúpula com os países balcânicos está prevista para maio, em Zagreb.
Críticos da eurocâmara acreditam que as novas regras levarão a um adiamento ainda maior da admissão dos países balcânicos. É possível que se aguarde primeiro o resultado da Conferência sobre o Futuro da UE, de duração de dois anos, que começará ainda este ano e será concluída no final do próximo ano. Os líderes da UE querem usar essa conferência para modernizar todos os procedimentos, decisões e orçamentos atuais, um desejo que o presidente francês Macron já defendeu várias vezes.
O húngaro Oliver Varhelyi, comissário da UE para o alargamento, estabelece o respeito pelo Estado de Direito como ponto inicial e final das conversas. Esse tema será o primeiro a ser tratado nas negociações. Sem um acordo, não se discutirá a adaptação às regras europeias. Se um país candidato colocar novamente em xeque suas leis jurídicas, as negociações podem ser pausadas ou interrompidas. O apoio financeiro a esses países também poderá ser reduzido.
A Comissão Europeia espera obter luz verde para as negociações com Macedônia do Norte e Albânia na cúpula regular da UE em março. Ontem, setores governamentais franceses reagiram com cauteloso otimismo ao novo método, embora isso não signifique que Paris já aceite Macedônia do Norte e Albânia. Países Baixos enfatizam que "cada país é avaliado por seus próprios méritos". Haia destaca que a Albânia ainda tem muito a fazer na luta contra o crime organizado e a corrupção.

