O foco principal do plano político quinquenal da nova Comissão Europeia, o Pacto Verde, será apresentado na quarta-feira pela presidente Ursula von der Leyen. O conteúdo e o alcance não determinam apenas a política climática e ambiental, mas também a nova configuração da política agrícola comum europeia.
As primeiras partes do 'Pacto Verde' europeu já foram divulgadas nas últimas semanas. Por exemplo, serão criados novos impostos sobre a poluição do ar causada pelo tráfego rodoviário, mas também pela navegação e pelas companhias aéreas. Está claro que este Pacto Verde também exige altas ambições ambientais e climáticas na reforma da política agrícola comum (PAC).
Entre os elementos que foram agora anunciados está a 'Estratégia do Campo ao Prato'. Ela parte da redução pela metade do uso de pesticidas em dez anos, bem como substituições para a proteção química das plantas e mais agricultura biológica.
O comissário europeu Frans Timmermans deseja apresentar em três meses uma nova Lei Europeia do Clima, na qual a meta de neutralidade climática para 2050 será estabelecida. Além disso, haverá um plano para aumentar a meta climática da UE para 2030 para pelo menos 50%. Este plano está previsto para outubro do próximo ano.
Sob o lema "Preservação do capital natural da Europa", também está sendo desenvolvida uma estratégia de biodiversidade da UE. O objetivo é conter a perda de biodiversidade. A visão da UE almeja ser líder mundial nessa área.
A Comissão Europeia está ainda trabalhando em uma nova estratégia florestal com metas para reflorestamento e restauração de florestas na Europa. O desmatamento será combatido. Com o plano 'Europa Livre de Poluição', Bruxelas promete agir contra a poluição do ar.
Isso significa, entre outras coisas, que as normas de qualidade do ar serão revisadas e alinhadas com as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS). A UE também adotará um plano de ação para a qualidade da água.

