O primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez também se manifestou contra as ações militares americanas no Irã. Isso o torna um crítico europeu importante do presidente Trump. Sánchez chama o ataque de uma “violação do direito internacional” e pede à União Europeia uma resposta conjunta.
Durante um encontro com o chanceler alemão Friedrich Merz, Trump declarou que quer suspender todas as relações comerciais com a Espanha. Essa ameaça surge após a decisão de Sánchez de não permitir que os EUA tenham acesso a bases militares na Espanha para operações contra o Irã.
A crítica contundente de Sánchez ocorre em meio a uma escalada ainda maior das tensões entre os EUA e o Irã. Ele considera as ações de Washington perigosas e injustas. Essas posições causaram atritos com Trump, que o criticou e ameaçou com restrições comerciais.
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A estratégia de Sánchez parece não ser apenas uma questão de princípio, mas também tem implicações políticas. Na Espanha, Trump é uma figura controversa. Pesquisas recentes mostram que a maioria dos espanhóis tem uma opinião negativa sobre Trump.
A frustração de Trump é intensificada pelo fato de que Sánchez, juntamente com outros líderes da UE, como o primeiro-ministro britânico Keir Starmer, se opõe a uma abordagem agressiva contra o Irã. Sánchez defende o diálogo e a diplomacia, colocando sua política em nítido contraste com a abordagem americana.
A resposta de Madrid às ações militares americanas inclui também bloquear o acesso dos americanos às bases em Morón e Rota, visando garantir operações dentro do marco do direito internacional. Essa decisão tem consequências diretas para a estratégia americana na região.
Enquanto Trump mantém suas ameaças, analistas destacam os riscos de sua política para as relações comerciais da Espanha e da UE como um todo. Na verdade, qualquer guerra comercial com a Espanha também representa um risco para os demais países da UE, uma vez que a Espanha é um ator econômico importante dentro da União Europeia.

