A presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, anunciou sexta-feira em Bruxelas que a 'implementação provisória' é possível após a ratificação do acordo por Argentina e Uruguai na quinta-feira. Ela considerou a ratificação de Argentina e Uruguai uma boa notícia e afirmou que a Comissão já havia recebido autorização dos países da UE para avançar com este procedimento.
O acordo cria uma das maiores zonas de livre comércio do mundo. Juntos, os países envolvidos representam mais de 700 milhões de consumidores e cerca de 30% do Produto Interno Bruto global. Mais de 90% do comércio entre os dois blocos ficaria livre de tarifas de importação sob o acordo.
Benefícios Antecipados
Para as empresas, a aplicação provisória significa que poderão se beneficiar mais cedo de tarifas de importação mais baixas, regras alfandegárias ajustadas e melhor acesso ao mercado. Os principais produtos exportados pelo Mercosul para a UE são agrícolas e minerais. Da UE, destacam-se as exportações de máquinas, produtos químicos e farmacêuticos.
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O acordo continua sendo polêmico. A França opos-se fortemente ao acordo e tentou bloquear sua implementação. Inicialmente, o governo francês alertou que a aplicação provisória seria uma violação democrática. No entanto, recentemente o ministro da Agricultura Genevard afirmou que, diante das novas sanções comerciais americanas, do orçamento plurianual europeu e da necessidade de uma postura comercial mais autônoma da UE, seria sensato implementar o Mercosul o quanto antes.
Agricultores
Além disso, agricultores em vários países europeus expressam preocupações, temendo concorrência de produtos agrícolas mais baratos vindos da América do Sul. Houve protestos contra o acordo em vários países da UE.
Ao mesmo tempo, há também apoio à iniciativa da Comissão. Defensores afirmam que a União Europeia precisa agir rapidamente num mundo de competição internacional crescente. Segundo eles, o acordo oferece oportunidades econômicas e novos caminhos de crescimento para empresas europeias, inclusive para pequenas e médias empresas.
Com a aplicação provisória, o acordo começa parcialmente enquanto o processo jurídico e político na Europa continua. O futuro definitivo do acordo dependerá da decisão do Tribunal e da votação posterior no Parlamento Europeu.

