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Magistrado da UE aumenta pressão para publicação dos dossiês da covid

Iede de VriesIede de Vries
Um importante assessor jurídico do Tribunal de Justiça da UE considera que Bruxelas deve ser mais transparente sobre a compra das vacinas contra a covid. O parecer aumenta a pressão sobre Bruxelas em uma discussão que já dura anos sobre a transparência nas decisões tomadas na época.
Magistrado da UE pressiona pela publicação dos dossiês cruciais da vacina contra a covid.

O advogado-geral Athanasios Rantos recomenda ao Tribunal de Justiça que rejeite um recurso apresentado pela Comissão Europeia. Com isso, ele se alinha a uma decisão anterior do Tribunal, que concluiu que a Comissão Europeia não havia concedido acesso suficiente aos documentos relacionados à compra de vacinas.

Indústrias farmacêuticas

O caso envolve os contratos que a Comissão Europeia firmou em 2020 e 2021 com várias empresas farmacêuticas para o fornecimento de vacinas aos países da UE. Parlamentares europeus e cidadãos solicitaram acesso aos documentos que deveriam esclarecer como esses acordos foram estabelecidos.

Segundo os Comissários da UE, certos dados não puderam ser divulgados por razões de privacidade e proteção de interesses comerciais. Por isso, alguns documentos foram parcialmente liberados, com os nomes dos negociadores envolvidos e partes dos contratos tornados ilegíveis.

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Não confidencial

Entretanto, o advogado-geral considera que a Comissão Europeia não demonstrou de forma suficiente por que essas informações deveriam permanecer secretas. Segundo o assessor jurídico, a divulgação limitada dificulta o controle sobre como as negociações foram conduzidas e se houve possíveis conflitos de interesse.

Um ponto importante da discussão é a identidade dos funcionários que participaram das negociações contratuais em nome da União Europeia. A Comissão alegou que a divulgação de seus nomes poderia representar riscos. Por sua vez, os opositores argumentam que a transparência é essencial para fortalecer a confiança pública.

Vago

Também diversas cláusulas contratuais permaneceram ocultas do público. De acordo com o advogado-geral, a Comissão não justificou adequadamente por que a divulgação dessas partes prejudicaria os interesses comerciais das empresas farmacêuticas.

Pfitzergate

O caso não é isolado. A discussão sobre transparência na compra de vacinas também ocorreu em outro processo judicial, no qual o Tribunal decidiu no ano passado que a Comissão Europeia não poderia simplesmente desconsiderar as mensagens de texto entre a presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, e o diretor da Pfizer. 

Esse processo, conhecido como Pfizergate, tratou igualmente da questão de quanto acesso o público deveria ter para entender como foram concluídas as compras de vacinas europeias durante a pandemia da covid.

Não vinculativo

O parecer do advogado-geral não é vinculativo, mas geralmente é seguido pelo Tribunal de Justiça. Uma decisão definitiva ainda deve ser tomada. Se o Tribunal aceitar o parecer, será outro revés para a Comissão Europeia em um caso que gira em torno da transparência e do controle público nas compras de vacinas durante a pandemia.

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Este artigo foi escrito e publicado por Iede de Vries. A tradução foi gerada automaticamente a partir da versão original em neerlandês.

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