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Regras mais flexíveis da UE para pesticidas representam ameaça à alimentação

Iede de VriesIede de Vries
Cientistas e organizações da sociedade civil alertam que os novos planos europeus para a aprovação de pesticidas enfraquecem a proteção da saúde pública e do meio ambiente. No Parlamento Europeu, há também propostas em discussão que, segundo críticos, vão ainda mais longe.
Regras para pesticidas flexibilizadas: cientistas temem pela segurança alimentar e riscos ambientais.Foto: Pexels

A Comissão Europeia quer simplificar as regras para a aprovação de pesticidas por meio do chamado pacote Food & Feed Safety Omnibus. Segundo a Comissão, isso deve tornar os procedimentos mais rápidos e fáceis.

Cientistas de 27 instituições europeias de pesquisa questionam veementemente essa abordagem. Eles afirmam que as mudanças propostas enfraquecem importantes controles de segurança e aumentam os riscos à saúde humana e ao meio ambiente.

Encargo da prova

Segundo os pesquisadores, as reavaliações periódicas das substâncias ativas correm o risco de desaparecer em grande parte. Além disso, o ônus da prova mudaria, pois os governos nacionais teriam que demonstrar com mais frequência que uma substância é prejudicial.

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Os cientistas defendem, justamente, maior transparência sobre os estudos que fundamentam as aprovações, melhor monitoramento do uso dos pesticidas e recursos adicionais para eliminar o atraso nas avaliações das substâncias.

Ainda mais flexível

O mal-estar também cresce em relação às negociações em Bruxelas. Um esboço vazado de dois relatores da comissão de agricultura do Parlamento Europeu contém, segundo críticos, flexibilizações ainda mais severas do que a proposta da Comissão Europeia. Isso permitiria que substâncias nocivas fossem aprovadas com mais facilidade e permanecessem por mais tempo no mercado.

Organizações de saúde e meio ambiente temem que o conhecimento científico sobre a relação entre pesticidas e, entre outros, câncer, perturbação hormonal, distúrbios do desenvolvimento e danos à reprodução não esteja sendo devidamente considerado. Eles alertam especialmente que crianças são mais vulneráveis à exposição a essas substâncias.

No café

O debate se intensifica com uma pesquisa recente sobre pesticidas no café. Em uma parte das amostras de café torrado analisadas, foram encontrados resíduos de pesticidas proibidos na UE. Segundo os pesquisadores, algumas dessas substâncias conseguem sobreviver ao processo de torrefação e acabam no café final.

Pesquisadores e organizações ambientalistas também falam de um duplo padrão. Eles destacam que pesticidas não autorizados na União Europeia são exportados para países produtores de café. Assim, resíduos dessas substâncias podem retornar ao mercado europeu por meio do café importado.

Saúde

Segundo os críticos, a discussão mostra que a União Europeia enfrenta uma escolha. Eles defendem que acelerar procedimentos não pode comprometer a proteção da saúde dos consumidores, dos trabalhadores agrícolas, da biodiversidade e do meio ambiente. Por isso, solicitam às instituições europeias que não enfraqueçam ainda mais as normas de segurança existentes.

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Este artigo foi escrito e publicado por Iede de Vries. A tradução foi gerada automaticamente a partir da versão original em neerlandês.

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