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UE ainda não chegou a um acordo sobre mais armas e veículos próprios europeus

Iede de VriesIede de Vries
O Comissário Europeu da Indústria, Stéphane Séjourné, adiou a apresentação de sua proposta radical para a renovação da política industrial europeia. Há críticas não apenas de grandes empresas, mas também de vários colegas comissários, inclusive do chefe da indústria francesa.
Membros da UE debatem sobre o futuro da defesa conjunta e tecnologia bélica.Foto: Unsplash

Grandes obstáculos são os planos para o desenvolvimento e construção de um novo caça europeu, como futuro sucessor do Eurofighter. França acredita que a nova aeronave deve ser construída de modo a também poder lançar bombas nucleares (francesas). Isso leva em conta uma possível futura Força Europeia de Defesa, mais independente dos Estados Unidos, talvez até fora da OTAN.

Alemanha considera essa atualização drástica do projeto conjunto desnecessária, precipitada e muito cara, conforme a crítica (velada) vinda de Berlim. Além disso, os Comissários da UE ainda não concordam se o material militar futuro deve ser fabricado e adquirido exclusivamente em países da UE, ou também em países não pertencentes à UE considerados “amigáveis”, como Reino Unido, Noruega ou Austrália.

Os Estados Unidos já declararam esperar que os países da UE continuem principalmente comprando armas nos EUA.

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Indústria automotiva

Além disso, há divergências entre os países da UE sobre o futuro da indústria automobilística. A indústria automotiva alemã quer manter os motores a gasolina (poluentes), enquanto a Presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, defende abertamente que os fabricantes europeus de automóveis desenvolvam juntos um pequeno carro elétrico urbano.

A divisão segue linhas claras. Um grupo de países da UE apoia regras firmes de “compre europeu” para proteger a própria indústria. Outros países alertam que tais medidas podem frear investimentos e aumentar custos.

Entre China e EUA

O debate não está isolado. A política industrial e de defesa está explicitamente ligada a uma estratégia mais ampla para também reforçar a competitividade europeia no comércio global em relação aos Estados Unidos e à China.

Ao mesmo tempo, há divergências sobre o desenvolvimento de material militar futuro. Os Estados-membros discordam quanto às exigências para novos sistemas e quanto à direção dos projetos conjuntos.

Atrasos

Também dentro da Comissão Europeia existem tensões. Os comissários discordam sobre o âmbito das propostas e sobre o grau em que a preferência europeia deve ser consagrada em leis e regulamentos. Consultas adicionais deverão ajudar a encontrar compromissos sobre o escopo geográfico e a implementação prática dos planos.

Enquanto isso, o fortalecimento da indústria de defesa europeia é apresentado como necessário para reduzir a dependência dos Estados Unidos. O setor está sendo ampliado, mas dependências ainda persistem. Ao mesmo tempo, os envolvidos reconhecem que a Europa ainda está atrasada em algumas áreas.

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Este artigo foi escrito e publicado por Iede de Vries. A tradução foi gerada automaticamente a partir da versão original em neerlandês.

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