A Comissão Europeia investiga se as quatro empresas americanas oferecem garantias suficientes para crianças em suas plataformas. Há indícios de que os jovens podem facilmente burlar restrições de idade, ainda podem apostar na internet e até comprar drogas por meio das redes sociais. A UE quer clareza sobre as medidas que as empresas afirmam ter adotado.
A Digital Services Act obriga grandes plataformas a removerem ativamente conteúdos ilegais e prejudiciais, além de oferecerem aos usuários a possibilidade de denunciar esse tipo de conteúdo. As empresas de internet também devem ser transparentes sobre seus algoritmos e processos de verificação de idade. Violações podem resultar em multas de até seis por cento da receita global.
Segundo a Comissão Europeia, o mundo online é uma parte essencial da vida cotidiana, e os menores devem ser protegidos ali – assim como na vida diária comum. A UE enfatiza que os serviços digitais têm a obrigação de garantir ambientes seguros, apropriados para a idade, e mecanismos adequados de controle parental.
A Meta, empresa-mãe do Facebook e Instagram, foi recentemente condenada por um tribunal na Holanda por violar a DSA. A empresa deve oferecer aos usuários a opção de uma linha do tempo sem direcionamento algorítmico. A Meta vai recorrer e afirma que tais questões devem ser tratadas por instituições europeias.
A condenação ocorreu após uma queixa da organização de direitos civis digitais Bits of Freedom. Segundo o juiz, os algoritmos limitam excessivamente a escolha livre dos usuários. A Meta corre o risco de pagar uma multa diária superior a cem mil dólares enquanto não cumprir as exigências.
A DSA desde sua implementação em 2022 tem gerado grandes tensões entre Bruxelas e os Estados Unidos. As empresas americanas afirmam que a lei europeia prejudica seus modelos de negócio e ultrapassa na regulamentação dos serviços digitais.
Diplomatas americanos também expressaram preocupações. O embaixador dos EUA na UE advertiu que a lei pode restringir a liberdade de expressão dos cidadãos americanos. Segundo Washington, nenhum governo estrangeiro deve limitar tais direitos fundamentais.
Enquanto isso, a Comissão Europeia continua a aplicar a lei. A UE já impôs multas bilionárias a grandes empresas de tecnologia como Apple, Meta e Alphabet. Muitas dessas sanções ainda estão em processos legais, mas Bruxelas mantém que a proteção dos usuários europeus, especialmente dos menores, é prioridade.

