A resistência vem principalmente de organizações ambientais e cidadãos críticos que temem que o político da CSU implemente uma política agrícola prejudicial ao clima e à biodiversidade.
Felßner atualmente ocupa o cargo de presidente da Associação dos Agricultores da Baviera e é também vice-presidente da Associação Federal dos Agricultores da Alemanha. Seus laços estreitos com o setor agrícola e suas posições firmes o tornam para alguns um candidato controverso ao ministério. Ele conta com o apoio do ministro-presidente conservador da Baviera, Markus Söder (CSU), que usa sua influência para colocar Felßner no gabinete do líder da CDU, Friedrich Merz.
Organizações ambientais afirmam que Felßner ignora as evidências científicas sobre os efeitos negativos dos pesticidas e as consequências climáticas do consumo de carne. Durante o congresso do partido CSU no começo de fevereiro, ele questionou fatos científicos sobre proteção das espécies e do clima, e classificou a redução do rebanho como um beco sem saída.
Em 2023, Felßner, durante uma manifestação de agricultores, defendeu o consumo de "carne para o clima". Ele também ameaçou, como um dos líderes dos protestos dos agricultores, paralisar o país. Em 2018, foi condenado por contaminação do solo e da água após ter deixado vazar por longo período líquidos e resíduos de sua propriedade para uma área natural adjacente. Declarações e incidentes como esses prejudicaram sua reputação como gestor agrícola.
Contudo, Felßner continua popular dentro das organizações de agricultores, que veem sua nomeação como uma oportunidade para alinhar a política agrícola alemã mais estreitamente aos interesses do setor agrícola. Muitos agricultores o consideram um defensor dos métodos tradicionais de agricultura e um opositor das regras ambientais rígidas, vistas por eles como ameaças ao seu negócio.
Além da petição do Umweltinstitut München, várias iniciativas cidadãs e partidos políticos verdes expressaram suas preocupações sobre a possível nomeação. Demonstrações e protestos estão sendo organizados para pressionar o líder da CDU, Friedrich Merz, que decidirá quem ocupará o ministério. A resistência a Felßner faz parte de uma luta política mais ampla sobre o futuro da agricultura alemã.
Friedrich Merz ainda não se manifestou explicitamente sobre o assunto. Dentro da CDU, há divisão quanto à adequação de um lobbista agrícola declarado como Felßner para o cargo de ministro. Alguns membros do partido temem que sua nomeação prejudique a imagem do partido como moderno e consciente do clima, enquanto outros o veem como um representante forte do eleitorado agrícola.

