Um dos principais pontos de crítica é a maior possibilidade de prender requerentes de asilo rejeitados. Também a possibilidade de transferir ilegais sem status para campos de retorno fora da União Europeia encontra muita resistência. Críticos afirmam que essas medidas podem levar a restrições prolongadas da liberdade e proteção insuficiente dos direitos dos envolvidos.
Vulneráveis
Os bispos católicos alertam que toda política migratória deve partir da dignidade inviolável de cada pessoa. Eles enfatizam que mesmo pessoas sem autorização de residência têm direito a um tratamento justo e proteção jurídica adequada. Exigem especial atenção e proteção para os mais vulneráveis.
Menos direitos
Organizações de direitos humanos concordam com isso. Temem que as novas regras possam gerar situações em que as pessoas tenham difícil acesso à proteção jurídica ou supervisão. Segundo elas, os direitos fundamentais devem ser garantidos em todas as circunstâncias, mesmo com políticas de retorno mais rígidas.
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O debate reacendeu na semana passada após o Parlamento Europeu aprovar o novo Regulamento de Retorno. A lei visa acelerar e tornar mais eficaz o retorno de pessoas sem direito à estadia na União Europeia.
Extrema direita
A votação aconteceu em meio a tensões. A maioria (extrema) direita do Parlamento Europeu votou a favor da proposta. Imediatamente após o resultado, houve fortes reações no plenário. Eurodeputados de direita gritaram slogans para devolver migrantes rejeitados (“send them back”), enquanto outros parlamentares responderam com gritos de reprovação (“shame on you”).
Confronto
Esse confronto evidenciou o quão divididas estão as opiniões sobre a política migratória europeia. Defensores veem as regras mais rígidas de retorno como necessárias para manter a credibilidade dos acordos existentes. Críticos temem que a proteção aos direitos fundamentais fique comprometida.
Segundo organizações religiosas e outros críticos, a migração não pode ser abordada apenas como questão de vigilância fronteiriça ou procedimentos de retorno. Eles apontam que por trás de cada caso há uma pessoa com direito a um tratamento que respeite sua dignidade.
Dois tipos
Eles também destacam que muitas pessoas deixam seu país devido a guerra, violência, perseguição, pobreza ou outras circunstâncias graves. O argumento é que a política europeia deve seguir considerando esses contextos e oferecer proteção adequada a quem dela depende. Os defensores afirmam que pedidos de refugiados vindos de países em guerra serão tratados de forma diferente daqueles de requerentes de asilo que buscam uma vida melhor.
A Comissão Europeia também destacou, em declaração quase simultânea ao Dia Mundial do Refugiado (19 de junho), a importância da proteção para pessoas forçadas a fugir. Segundo a Comissão, proteger refugiados e respeitar seus direitos continua sendo uma responsabilidade importante da União Europeia.

