Apesar de acordos anteriores entre os grandes grupos, na votação ficou claro que o grupo cristão-democrata EVP juntou-se à resistência dos partidos conservadores e radicalmente de direita contra esses planos.
A criação da comissão de ética foi um compromisso de 2019. Os grandes grupos, incluindo a EVP, prometeram então trazer mais transparência e integridade ao Parlamento Europeu. No entanto, o plano foi adiado por muitos anos e agora está definitivamente bloqueado.
A proposta para a comissão de ética foi apresentada como uma forma de prevenir escândalos de corrupção e restaurar a confiança dos cidadãos. Vários eurodeputados estão atualmente sob investigação por suspeita de subornos ou espionagem para regimes estrangeiros. Mesmo assim, o plano foi rejeitado na votação.
A EVP juntou-se na semana passada, na votação, aos grupos conservadores e de extrema-direita que se opuseram à criação da comissão de ética. Segundo o grupo social-democrata S&D, isso demonstra que a promessa de transparência da EVP foi principalmente uma estratégia política e não um compromisso sincero com a integridade.
Críticos afirmam que a comissão de ética teria sido apenas um gesto simbólico, sem poderes reais. Especialmente a EVP enfatizou que os tratados europeus existentes já garantem suficientemente a integridade e que uma comissão adicional seria desnecessária e juridicamente problemática.
Defensores da comissão, como os grupos Renew Europe e S&D, consideram que as normas atuais são insuficientes. Eles destacam que repetidos escândalos de corrupção mostram que uma supervisão independente é essencial. Segundo a Renew Europe, a EVP foi guiada pelo medo de repercussões políticas internas.
Embora o plano tenha sido bloqueado agora, o apelo por mais transparência no Parlamento Europeu permanece. Defensores da comissão de ética anunciaram que buscarão outras formas de fortalecer as regras de integridade e combater a corrupção com mais rigor, embora passos concretos ainda não tenham sido anunciados.

