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Países da UE ainda não concordam sobre nova lei de asilo mais rígida; atraso ameaça

Iede de VriesIede de Vries
A Comissão Europeia adiou a aprovação de seu primeiro relatório anual sobre asilo e migração, o que pode atrasar a implementação do novo pacto europeu de migração e asilo. Os Ministros do Asilo dos 27 países da UE ainda não chegaram a um consenso sobre muitos detalhes das novas regras que deveriam entrar em vigor em meados do próximo ano.
Afbeelding voor artikel: EU-landen nog niet eens over nieuwe strengere asielwet; vertraging dreigt

A aprovação do Relatório da Comissão requer uma maioria qualificada: pelo menos quinze países da UE, representando 65% da população da UE, devem concordar. No entanto, a equação política é complicada, pois as opiniões divergem significativamente sobre a redistribuição dos requerentes de asilo e o valor das contribuições financeiras.

A nova lei regula, entre outras coisas, que os pedidos de asilo podem ser apresentados em escritórios da UE fora dos países da UE, e que os requerentes de asilo (enquanto aguardam a análise de seus pedidos) podem ser alojados temporariamente em centros de acolhimento fora das fronteiras da UE. Itália tentou fazer isso no ano passado, mas isso contraria o regulamento atual da UE e foi revertido pelos tribunais da UE.

O atraso gerou críticas no Parlamento Europeu. A eurodeputada Birgit Sippel, principal negociadora do pacto de migração, quer que a Comissão se responsabilize pelo prazo perdido. Ela solicitou uma sessão urgente da Comissão de Liberdades Cívicas para discutir as consequências de um possível adiamento.

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Também cresce a tensão entre os países da UE. Polônia e Hungria se opõem ao regime obrigatório de solidariedade, enquanto a Bélgica anunciou que não acolherá novos requerentes de asilo e contribuirá apenas financeiramente.

O relatório da Comissão deve determinar quais países da UE estão sob pressão migratória e quantos requerentes de asilo devem ser realocados “para outros lugares”. Essa análise da UE baseia-se no número de pedidos de asilo, status concedidos e capacidade de acolhimento disponível. 

Os países podem escolher como contribuir: realocando requerentes de asilo de países sobrecarregados, pagando 20.000 euros por pessoa não realocada ou contribuindo para o apoio operacional, por exemplo, para centros de acolhimento ou processamento administrativo. Isso está estabelecido no pacto de migração e asilo adotado em 2024.

Enquanto isso, a Comissão Europeia apresentou uma nova lista com sete chamados "países seguros": Kosovo, Bangladesh, Colômbia, Egito, Índia, Marrocos e Tunísia. Isso permite que os pedidos de asilo desses países sejam rejeitados mais rapidamente e que os requerentes sejam devolvidos a esses países.

Organizações de direitos humanos criticam fortemente essa lista. Segundo grupos como EuroMed Rights, países como Tunísia, Egito e Marrocos estão longe de ser seguros devido a graves violações dos direitos humanos. A Comissão, entretanto, insiste que a lista não limita os direitos dos requerentes de asilo e é necessária para um sistema europeu harmonizado.

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Este artigo foi escrito e publicado por Iede de Vries. A tradução foi gerada automaticamente a partir da versão original em neerlandês.

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