A motivação é uma decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos na última sexta-feira. Nela foi determinado que as tarifas impostas pelo presidente Trump a vários países foram aplicadas de forma ilegal.
O principal negociador do Parlamento, o social-democrata alemão Bernd Lange, afirmou que a base jurídica mudou em relação ao acordo fechado no último verão em Turnberry. Segundo ele, primeiro é necessário obter maior segurança jurídica.
Reprovação
A reprovação das multas de importação previamente impostas pelos mais altos juízes americanos foi uma derrota política sensível para o presidente Trump. Agora ele tenta impor outras multas de importação com base em fundamentos jurídicos diferentes, mas também a viabilidade dessas está sendo questionada.
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Após a decisão da Suprema Corte, o presidente Donald Trump aumentou as tarifas globais de importação para 15%. Essa tarifa pode ser aplicada por um período de 150 dias com base no artigo 122 da lei comercial americana.
Segundo Lange, trata-se não de uma tarifa base, mas de um adicional sobre as tarifas de importação existentes. Por isso, segundo ele, muitos elementos não estão cobertos pelo acordo anteriormente fechado com a Escócia.
Negócio é negócio
O chamado acordo de Turnberry obrigaria Bruxelas a eliminar as tarifas de importação sobre uma série de produtos agrícolas e industriais americanos. Em troca, a UE pagaria uma tarifa geral de 15% sobre a maioria dos produtos exportados para os EUA.
O comissário europeu para o comércio, Maroš Šefčovič, apelou ao Parlamento para votar sobre o acordo conforme planejado em março. Ao mesmo tempo, reconheceu que é necessário mais clareza sobre a tarifa abrangente acordada de 15%. "Um acordo é um acordo e devemos respeitá-lo", enfatizou.

