Os governos europeus devem utilizar seu enorme poder de compra conjunto de forma mais enfática para fortalecer a economia europeia, defende a Comissão Europeia. Ao escolher aquisições e obras, não devem contar apenas os custos. A produção europeia, o emprego, a inovação, a sustentabilidade e a resiliência econômica também devem assumir um papel maior.
Dependência
O Parlamento Europeu deseja aprimorar a proposta em alguns aspectos, conforme indicam suas primeiras reações. Isso também se aplica à Lei do Acelerador Industrial, que visa promover a produção europeia. Setores empresariais e produtos estratégicos recebem atenção especial, porque a UE quer reduzir sua dependência de fornecedores estrangeiros para bens e tecnologias importantes.
Uma postura econômica mais rigorosa em relação à China não significa, segundo os planos europeus, que as relações comerciais devam ser rompidas. A UE quer reduzir a dependência e proteger melhor os interesses europeus, mas ao mesmo tempo continuar o diálogo e as relações econômicas com a China.
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Prioridade
Um meio importante para isso são as condições para o uso do dinheiro público. Nas licitações, pode ser exigido que os produtos sejam fabricados na UE (ou na própria cidade ou região). Assim, as empresas europeias podem obter uma posição mais favorável e os fornecedores chineses podem ser excluídos em certos casos.
Também muda a maneira como os contratos são concedidos. O preço mais baixo não deve mais ser automaticamente determinante. Qualidade, sustentabilidade, condições sociais e segurança de entrega podem pesar mais. A reforma deve assim conectar os gastos públicos de forma mais clara a objetivos econômicos e sociais europeus mais amplos.
Ao mesmo tempo, o sistema de licitação deve ser simplificado, inclusive para governos locais e pequenas empresas. A digitalização recebe apoio. Porém, há um aviso de que a simplificação não pode resultar em desregulamentação nem no desaparecimento das obrigações sociais existentes para as empresas.
Alimentos
A sustentabilidade também assume um papel maior. Nas compras de alimentos, defende-se mais produtos sustentáveis, biológicos e europeus. Isso já recebe resposta positiva de organizações agrícolas europeias; elas consideram que até mesmo pequenas autoridades locais devem levar isso em conta. Em vários países da UE, refeições comunitárias em escolas públicas, hospitais, universidades, lares de idosos etc. têm sido reforçadas na hora do almoço.
As propostas da Comissão Europeia ainda não são definitivas: o Parlamento Europeu e os países da UE precisam ainda se pronunciar, podendo introduzir mais mudanças e reforços durante as negociações.

