O Parlamento Europeu concedeu este ano o Prêmio Sacharov de direitos humanos ao intelectual e dissidente uigure Ilham Tohti, que na China foi condenado à prisão perpétua por “separatismo”.
O ex-professor de economia em uma universidade em Pequim foi condenado em 2014 por tribunais chineses em um processo que já provocava protestos de governos estrangeiros e organizações de direitos humanos.
O presidente do Parlamento Europeu, David Sassoli, pediu durante o anúncio que a China libertasse imediatamente Ilham Tohti. A concessão deste importante prêmio europeu de direitos humanos deve certamente gerar tensões diplomáticas com Pequim.
Apesar de dar voz à moderação e reconciliação, ele foi condenado à prisão perpétua após um julgamento simulado, afirmou Sassoli durante a sessão plenária do Parlamento Europeu em Estrasburgo.
Tohti recebeu em setembro outro prêmio europeu de direitos humanos, o Prêmio Vaclav Havel, por “dar voz a todo o povo uigure”.
Tohti defende há mais de vinte anos o destino da minoria uigure e a promoção do diálogo interétnico e entendimento na China, disse o Conselho da Europa após a nomeação de Tohti para o Prêmio Vaclav Havel.
A China cortou relações com o Conselho da Europa após ele ter indicado Tohti ao Prêmio Vaclav Havel em agosto.
O Ministério das Relações Exteriores chinês chamou Tohti de “separatista que apoia terrorismo extremo”.
Ele também foi indicado por políticos americanos ao Prêmio Nobel da Paz, em meio a um crescente foco internacional sobre o tratamento dado aos uigures pela China.

