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Sanções da UE contra Israel devido à violência em Gaza, mas não chama de genocídio

Iede de VriesIede de Vries
A Comissão Europeia quer medidas duras contra Israel devido à guerra contínua na Faixa de Gaza. A presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, anunciou que propõe aos países da UE a imposição de sanções, incluindo proibição de viagens e suspensão de acordos comerciais. O Parlamento Europeu continua dividido sobre o uso do termo genocídio.
Afbeelding voor artikel: EU-sancties tegen Israël om geweld in Gaza maar noemt het geen genocide

A Comissão deseja suspender a parte comercial do acordo de associação da UE com Israel. Também está sendo preparada uma proibição de entrada para dois ministros israelenses que pertencem à ala conservadora radical do governo. Essas medidas, segundo Von der Leyen, devem deixar claro que a UE não fechará mais os olhos para a violência militar contínua.

Durante seu discurso em Estrasburgo, a presidente da Comissão condenou duramente a atuação israelense em Gaza. Ela afirmou que a violência militar desproporcional tem grandes consequências humanitárias e que não pode continuar sem consequências políticas e econômicas. Ao mesmo tempo, enfatizou que o Hamas deve libertar imediatamente todos os reféns.

Von der Leyen também abordou os recentes bombardeios israelenses contra líderes do Hamas no Catar. Ela chamou esses bombardeios de preocupantes e afirmou que aumentam ainda mais a instabilidade na região. Embora tenha criticado fortemente a ação militar israelense, não usou a palavra genocídio para descrever a situação em Gaza.

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O Parlamento Europeu discute esta semana uma resolução sobre a violência na Faixa de Gaza. Um ponto central de discórdia é se o termo ‘genocídio’ deve ou não ser incluído no texto. Vários grupos parlamentares estão profundamente divididos, o que dificulta uma posição conjunta.

A discussão no Parlamento reflete a crescente tensão dentro da política europeia. Alguns grupos insistem numa condenação forte com o uso explícito do termo genocídio, enquanto outros alertam para complicações jurídicas e diplomáticas dessa qualificação.

Von der Leyen também defendeu uma mudança significativa na tomada de decisões da UE sobre política externa. Propôs abolir a exigência de unanimidade e substituí-la por maioria qualificada. Dessa forma, um único Estado-membro não poderia mais bloquear decisões.

Essa proposta direciona-se claramente a países que frequentemente bloqueiam decisões da UE, especialmente Hungria. Com a mudança para votação por maioria, a Comissão quer evitar que a política externa europeia fique paralisada. Se os Estados-membros concordarão, será conhecido nos próximos meses.

O rumo da Comissão indica uma mudança na política europeia em relação a Israel. Onde antes as reações eram principalmente apelos diplomáticos, agora pela primeira vez fala-se concretamente em sanções e suspensão de benefícios comerciais. Isso torna as próximas deliberações no Conselho e no Parlamento particularmente carregadas politicamente.

ATUALIZAÇÃO: em uma versão anterior deste artigo, mencionava-se equivocadamente o Iêmen em vez do Catar.

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Este artigo foi escrito e publicado por Iede de Vries. A tradução foi gerada automaticamente a partir da versão original em neerlandês.

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