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Rússia luta contra congelamento de seus bilhões na Corte da UE

Iede de VriesIede de Vries
O banco central russo entrou com uma ação judicial contra a União Europeia. O caso envolve a apreensão de centenas de bilhões de euros em ativos russos que estão congelados na Europa há anos. Bruxelas aguarda a decisão com calma.
Rússia contesta decisão da UE para congelar bilhões em ativos estatais.

O banco central russo iniciou um processo no Tribunal da União Europeia em Luxemburgo. Com a ação, Moscou deseja contestar uma medida europeia que bloqueia indefinidamente ativos estatais russos em contas europeias.

A reclamação é contra uma decisão da UE de dezembro do ano passado. Essa decisão permitiu que contas bancárias russas na Europa fossem bloqueadas não temporariamente, mas por tempo indeterminado. 

Sem necessidade de renovação contínua

A escolha por bloquear os ativos por tempo indeterminado teve um motivo prático. Assim, evita-se que a medida precise ser renovada repetidamente, o que poderia permitir que fosse contestada.

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O montante bloqueado é estimado em cerca de 210 bilhões de euros. Trata-se de ativos estatais russos mantidos em diversas contas financeiras dentro da União Europeia.

Grande parte desses ativos está no banco dos bancos, o Euroclear. Esta instituição financeira, sediada na Bélgica, guarda e gerencia valores mobiliários e transações financeiras em todo o mundo para bancos e governos.

Os ativos foram originalmente congelados após o início da guerra entre Rússia e Ucrânia em 2022. Na época, sanções europeias apreenderam grandes quantidades de fundos estatais russos depositados no exterior.

Na ação judicial, o banco central russo afirma que a medida europeia viola vários direitos fundamentais, incluindo o direito à propriedade, acesso ao judiciário e proteção dos ativos estatais.

Hungria contornada

Além disso, argumenta-se que a decisão foi tomada de maneira incorreta. Na reclamação, Moscou alega que a medida foi aprovada por maioria qualificada (dos países da UE), enquanto, segundo a Rússia, seria necessária unanimidade. O primeiro-ministro húngaro Orbán votou contra, mas os demais países da UE encontraram uma forma de contornar essa objeção.

A Comissão Europeia afirmou que tomou conhecimento da ação judicial. Segundo um porta-voz, a Comissão está convencida de que a medida é juridicamente válida e está em conformidade com o direito europeu.

Simultaneamente, tramitam outros processos jurídicos envolvendo os mesmos ativos. Segundo diversas reportagens, o banco central russo também abriu um processo na Rússia contra a Euroclear, exigindo uma indenização muito alta.

Anteriormente, a Rússia declarou que não aceita decisões de juízes europeus. Também perdeu processos judiciais anteriores na UE relacionados à apreensão de fundos bancários da estatal russa de petróleo Gazprom.

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Este artigo foi escrito e publicado por Iede de Vries. A tradução foi gerada automaticamente a partir da versão original em neerlandês.

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