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Chefe da OTAN Mark Rutte: aceite que a Rússia mantenha parte da ocupação na Ucrânia

Iede de VriesIede de Vries
A Europa deve preparar-se para a possibilidade de a Rússia continuar a ocupar partes da Ucrânia como parte de um cessar-fogo e de um futuro acordo de paz. O secretário-geral da OTAN, Rutte, falou publicamente pela primeira vez sobre essa opção, que equivale a um reconhecimento factual, mas não jurídico, da ocupação.
Afbeelding voor artikel: NAVO-chef Mark Rutte: accepteer dat Rusland Oekraïene deels bezet houdt

Em uma conversa com uma emissora australiana, Rutte disse que um acordo de paz pode significar que a Rússia mantenha o controle sobre parte das províncias orientais da Ucrânia e da Crimeia. Isso, segundo ele, representaria um “conflito congelado”, em que a situação no terreno seria aceita, mas não formalmente reconhecida.

Essas declarações ocorrem antes do momento em que líderes europeus e o presidente ucraniano Zelensky realizam uma videoconferência conjunta. Nessa reunião será discutido, entre outros pontos, como eles vão formular sua posição em relação aos Estados Unidos e à Rússia.

Antes de um encontro planejado no Alasca entre o presidente americano Trump e o presidente russo Putin, os líderes europeus fizeram um apelo conjunto para que não sejam firmados acordos que cessionem território ucraniano à Rússia. A declaração enfatiza que uma paz duradoura só é possível com total soberania para a Ucrânia.

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A Hungria não assinou essa declaração conjunta. O primeiro-ministro Orban, conhecido dentro da UE e da OTAN por sua posição pró-Rússia, distanciou-se dela. Sua recusa causou divisões no campo europeu pouco antes das negociações cruciais.

O apelo europeu a Trump também incluiu a mensagem de que os Estados Unidos devem continuar a apoiar a Ucrânia, tanto militar quanto economicamente. Foi alertado ainda que uma paz rápida demais, sem garantias para a segurança ucraniana, apenas congelaria o conflito temporariamente.

A reunião no Alasca é vista como um teste importante para as futuras relações entre os EUA, a Rússia e a Europa. O momento das declarações de Rutte reforça que a guerra russa na Ucrânia entrou numa nova fase diplomática. Enquanto a luta continua no campo de batalha, nas reuniões internacionais busca-se uma saída política — com o risco de que ela seja menos favorável à Ucrânia do que se espera.

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Este artigo foi escrito e publicado por Iede de Vries. A tradução foi gerada automaticamente a partir da versão original em neerlandês.

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