A pressão sobre Alemanha para que finalmente cumpra as diretivas aumenta, mas os estados alemães bloquearam isso novamente na semana passada.
A Alemanha não atende às regras europeias contra a poluição por nitratos em águas subterrâneas e potáveis há mais de trinta anos. O novo relatório quadrienal alemão sobre a poluição por nitratos nas águas superficiais do país mostra que em mais de um quarto das medições a poluição ainda está acima dos padrões da UE.
A Comissão Europeia já tomou várias medidas legais contra a Alemanha devido ao não cumprimento da diretiva da UE sobre nitratos. Essa diretiva, implementada em 1991, exige que os países da UE adotem medidas para limitar a poluição por nitratos provenientes de fontes agrícolas.
No entanto, a Alemanha novamente falhou em implementar plenamente essa diretiva. Isso ocorre em parte porque os poderes legais sobre o assunto são parcialmente regionais, enquanto Bruxelas só pode fazer acordos com governos nacionais (e não com os estados e administrações regionais).
Na semana passada, a maioria dos dezesseis estados rejeitou uma nova lei sobre fertilizantes que já havia sido aprovada pelo parlamento nacional em Berlim. Devido à resistência dos estados, agora será necessário iniciar um processo demorado de consulta e ajuste entre governo e estados.
É provável que a Comissão Europeia não se contente com isso e cobre as multas milionárias previamente impostas. Berlim conseguiu até agora impedir isso devido à promessa de que regras mais rigorosas seriam implementadas numa nova lei sobre fertilizantes. Mas os estados alemães (ainda?) não querem cooperar com leis mais rigorosas.
A Alemanha ainda enfrenta altas concentrações de nitrato, especialmente em áreas com pecuária intensiva e agricultura. A fertilização do solo agrícola com esterco natural e fertilizantes químicos leva a um excesso de nitrato, que acaba infiltrando-se nas águas subterrâneas.
Organizações ambientais e agências de água exigem medidas mais rigorosas e aplicação efetiva das regras existentes. Eles enfatizam que a poluição não é apenas um problema ambiental, mas também uma ameaça à saúde pública.

