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Farinha de larva de tenébrio irradiada com UV agora permitida em alimentos europeus

Iede de VriesIede de Vries
A Comissão Europeia autorizou o uso da farinha de larva de tenébrio irradiada com UV como ingrediente em alimentos. A empresa francesa Nutri'Earth recebeu uma licença exclusiva de cinco anos para comercializar este produto no mercado europeu. A farinha de tenébrio pode ser usada em diversos alimentos, como pão, massa, queijo, batatas fritas e compotas de frutas e legumes.
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A autorização está alinhada com a estratégia mais ampla da UE para promover fontes de alimentos sustentáveis. Insetos são vistos como uma alternativa ambientalmente amigável às fontes tradicionais de proteína, principalmente devido à sua menor emissão de gases de efeito estufa. Anteriormente, a UE já aprovou outros produtos de insetos, como o gafanhoto migratório e o grilo doméstico.

O processo de produção da farinha de tenébrio envolve um tratamento térmico para eliminar possíveis patógenos, seguido de irradiação UV para maior segurança, após o qual as larvas são moídas até virar um pó fino. Este pó é rico em proteínas, fibras, minerais e vitaminas, e pode ser adicionado em até quatro por cento em produtos como pão e bolos, e até um por cento em produtos de queijo. 

No entanto, há também preocupações quanto à segurança alimentar e possíveis reações alérgicas. Pessoas alérgicas a crustáceos e moluscos podem reagir e apresentar erupções cutâneas. Por isso, Bruxelas estabelece como condição a rotulagem clara para informar os consumidores sobre a presença desses ingredientes. A Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (EFSA) avaliou a segurança da farinha de tenébrio antes da aprovação ser concedida.

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A aceitação de alimentos à base de insetos continua sendo um desafio na Europa, onde o consumo de insetos não é tradicional. Apesar disso, a UE espera que essas novas fontes de proteína contribuam para um sistema alimentar mais sustentável e para a redução dos impactos ambientais da produção alimentar. A Comissão Europeia enfatiza que cabe ao consumidor decidir se deseja incluir esse tipo de produto em sua dieta.

Além das proteínas de insetos, a UE também tomou medidas anteriores para abrir o mercado para a "carne" produzida em laboratório e outras proteínas não animais. Essas iniciativas fazem parte da estratégia mais ampla "Do produtor ao consumidor", que visa uma produção alimentar mais sustentável e menor dependência da pecuária. 

Críticos apontam para a necessidade de estudos extensivos sobre os efeitos a longo prazo do consumo de insetos e outras novas fontes de proteína. Enquanto produtores como a Nutri'Earth veem as proteínas de insetos como o futuro da alimentação, permanece a dúvida se os consumidores europeus vão adotar essas novas fontes alimentares.

Com a introdução da farinha de larva de tenébrio irradiada com UV, a UE afirma estar dando um passo novo rumo à diversificação das fontes de proteína e à promoção da sustentabilidade na cadeia alimentar.

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Este artigo foi escrito e publicado por Iede de Vries. A tradução foi gerada automaticamente a partir da versão original em neerlandês.

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