Segundo fontes em Bruxelas, o parlamento islandês anunciará a data do referendo nas próximas semanas. O motivo é a instabilidade geopolítica, após a decisão de Washington de impor tarifas de importação à Islândia e as ameaças anteriores do presidente americano Donald Trump de anexar a Groenlândia.
Caso o referendo tenha um resultado favorável, a Islândia poderia aderir à União Europeia mais cedo do que outros países candidatos. Atualmente, há muita atenção voltada para a possível adesão da Ucrânia e Moldávia, dois países ameaçados pela agressão militar russa.
Pertencer
“O debate sobre a expansão está mudando”, disse recentemente em Bruxelas a comissária europeia para a Expansão, Marta Kos, após um encontro com a ministra islandesa das Relações Exteriores, Thorgerdur Katrin Gunnarsdottir. Segundo Kos, a discussão está cada vez mais centrada em “segurança, pertencer”.
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A Islândia apresentou um pedido de adesão à UE em 2009, durante a crise financeira, quando os três maiores bancos do país faliram. Em 2013, contudo, as negociações foram suspensas e, dois anos depois, as autoridades islandesas solicitaram a retirada do pedido.
Pesca
Na época, as negociações emperraram devido à política europeia de pescas; a Islândia não queria aceitar as restrições de captura impostas por Bruxelas. Também a questão da caça às baleias (que Reykjavik ainda permite) foi um obstáculo.
Pesquisas de opinião na Islândia indicam que o apoio à adesão à UE está aumentando. Se as negociações forem retomadas, podem avançar relativamente rápido, visto que a Islândia já faz parte do Espaço Econômico Europeu e da zona Schengen, e no passado já conseguiu fechar certos capítulos das negociações.

