A União Europeia e o México chegaram a um acordo para expandir seu acordo comercial que existe há quase vinte anos. O novo acordo prevê, entre outras coisas, a abertura do mercado europeu para 20.000 toneladas anuais de carne bovina mexicana, com tarifas alfandegárias muito reduzidas. Procedimentos aduaneiros simplificados também devem estimular ainda mais as exportações entre os dois blocos comerciais.
Com o novo acordo, quase todo o comércio de mercadorias fica isento de impostos, e para produtos agrícolas fica apenas limitado. Este acordo valida a importação de 20.000 toneladas de carne bovina mexicana por ano com tarifas alfandegárias muito reduzidas (7,5%). No momento, a carne bovina mexicana ainda não cumpre os critérios de saúde da UE. Por isso, até agora, está excluída da exportação para a Europa, reclama o gigante francês da carne Interbev, diante da possível chegada de nova concorrência. A indústria da carne francesa considera que o presidente Macron deve tentar impedir este acordo comercial, especialmente em vista da atual pandemia de coronavírus e das discussões sobre a proteção do próprio abastecimento alimentar.
O México é o principal parceiro comercial da UE na América Latina, com comércio de mercadorias no valor de 66 bilhões de euros e 19 milhões de euros em serviços. As exportações da UE de mercadorias somam mais de 39 bilhões de euros por ano. O comércio de mercadorias mais do que triplicou desde a entrada em vigor do acordo original em 2001.
Este também será o primeiro acordo comercial da UE a incluir disposições sobre combate à corrupção, com medidas para agir contra suborno e lavagem de dinheiro. O México foi o primeiro país da América Latina a assinar, em 1997, um acordo global com a UE.
A UE e o México começaram as negociações sobre este novo acordo modernizado em maio de 2016. O comissário de comércio da UE, Phil Hogan, e a ministra mexicana da Economia, Graciela Márquez Colín, concordaram esta semana sobre o alcance exato e os últimos detalhes legais. Com isso, a UE e o México podem avançar para a fase de aprovação parlamentar e ratificação. O acordo precisa agora ser aprovado pelo Conselho Europeu e pelo Parlamento Europeu.

