O governo ucraniano deixa claro que a adesão plena à UE continua sendo prioridade, preferencialmente já a partir do próximo ano. Nesse processo, a rapidez é considerada mais importante do que o acesso imediato a todos os direitos e subsídios da UE.
Um componente importante dessa posição ucraniana é a disposição de adiar temporariamente os subsídios agrícolas. A Ucrânia pode não reivindicar auxílio do orçamento agrícola europeu nos próximos anos, que representa a maior parte do orçamento da UE.
Um quarto da UE
O setor agrícola é um tema sensível dentro da União Europeia. O tamanho da agricultura ucraniana e as possíveis consequências para a atual divisão dos subsídios da UE têm gerado há muito tempo cautela entre os países da UE orientados para a agricultura. A agricultura ucraniana equivale aproximadamente a um quarto de toda a agricultura da UE.
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Acelerar
Ao abdicar temporariamente desses subsídios, a Ucrânia tenta dissipar essas preocupações e agilizar as negociações para uma adesão plena rápida. Ao mesmo tempo, isso significa que a integração do setor agrícola provavelmente só será concluída mais tarde.
Um adiamento de alguns anos para a agricultura significaria que os países da UE poderiam decidir ainda este ano sobre seu orçamento plurianual e a política agrícola prevista para o período de 2028 a 2035.
Adesão parcial
Paralelamente a essa discussão, há dentro da UE uma proposta da França e da Alemanha para trabalhar com uma fase intermediária. Nesse modelo, a Ucrânia se aproximaria da União, mas ainda sem direitos plenos. Essa construção significaria que o país ainda não teria direito a voto integral.
A liderança ucraniana reage criticamente a esse tipo de propostas. Enfatiza que o país quer ser tratado como um membro candidato pleno, sem formas especiais ou reduzidas de adesão.
Urgência
Segundo Kiev, a União Europeia precisa dar clareza sobre o caminho para a adesão plena. Isso inclui um cronograma concreto e tratamento igual em relação a outros países candidatos.
Mesmo que um tratado de adesão seja rapidamente alcançado, o processo ainda vai demandar tempo. Todos os Estados-membros devem aprovar este acordo separadamente, o que normalmente leva vários anos.

