A Comissão Europeia vai ajudar os países da UE a aliviar os custos do desemprego temporário. A iniciativa será apresentada na quinta-feira, anunciou a presidente da comissão, Ursula von der Leyen. O apoio financeiro destina-se principalmente aos países da UE mais afetados, como Itália e Espanha.
A Holanda propôs, em âmbito da UE, a criação de um fundo especial para os custos médicos da crise do coronavírus. A Holanda defende que esse fundo deve ser composto por doações e não por empréstimos a serem devolvidos. Países com dificuldades econômicas poderiam manter seus serviços médicos com essas doações.
Alguns países da UE querem usar o fundo de emergência ESM para apoiar os países mais afetados. Mas o primeiro-ministro holandês Rutte ressaltou que “dinheiro do ESM é um empréstimo”. Para apoio estrutural a países economicamente fracos, a Holanda está disposta a disponibilizar fundos do ESM, mas não de forma ilimitada e sem condições prévias. A proposta da Comissão Europeia que será apresentada hoje pode estar alinhada com isso.
“A ideia por trás é simples”, disse a presidente da CE Von der Leyen. “Se as empresas temporariamente não têm trabalho devido ao surto de coronavírus, elas não precisam demitir seus funcionários. Segundo vários meios de comunicação europeus, a comissão pretende tomar emprestado cerca de 100 bilhões de euros no mercado de capitais, com a garantia do orçamento da UE e dos países da UE.
Os Estados-membros poderiam então obter empréstimos favoráveis da comissão. Durante a crise financeira, a administração diária da UE também usou o orçamento da UE como garantia para empréstimos baratos a Grécia, Portugal e Irlanda. Posteriormente, foi criado o fundo europeu de emergência ESM.
O primeiro-ministro holandês Rutte também deseja apoio financeiro para a recuperação econômica dos países da UE, mas afirma que depende de países como Itália e Espanha, que têm em mente uma solução diferente. “O problema é que eu quero algo, mas o Sul da Europa continua muito focado nesses novos eurobônus.” O governo holandês não está sozinho em sua resistência contra os eurobônus. Esses eurobônus também são inaceitáveis para Viena, Berlim e Helsinki, disse Rutte.
O primeiro-ministro Mark Rutte espera conversar em poucos dias com seus colegas italiano e espanhol sobre a forte divergência acerca do apoio financeiro a esses países, que foram duramente atingidos pela pandemia do coronavírus. Rutte esperava já na manhã de quinta-feira abordar as diferenças com seu colega italiano Giuseppe Conte e o espanhol Pedro Sánchez, mas isso não foi possível. A videoconferência, da qual também participará o presidente da UE Charles Michel, será agendada o mais breve possível.

