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UE fechará acordo Mercosul com países da América do Sul em dezembro

Iede de VriesIede de Vries
A União Europeia e os países do Mercosul estão prestes a ratificar finalmente o novo acordo de livre comércio. O Brasil confirmou que a assinatura está prevista para 20 de dezembro no Rio de Janeiro. A Comissão Europeia e vários países da UE apoiam essa intenção, desde que haja proteção suficiente para os agricultores europeus.
Afbeelding voor artikel: EU gaat met Zuid-Amerikaanse landen in december Mercosurverdrag sluiten

De acordo com a Comissão Europeia, o texto revisado inclui garantias adicionais contra perturbações súbitas do mercado. Agricultores e produtores alimentícios europeus poderão contar com apoio financeiro e cláusulas de proteção caso os preços ou rendimentos desabem devido à importação mais barata da América do Sul. Com isso, Bruxelas pretende atender às preocupações sobre concorrência e segurança alimentar.

A França desempenha um papel notável na fase final das negociações. O presidente Emmanuel Macron declarou no Brasil estar "mais positivo" em relação ao acordo, que segundo ele foi suficientemente melhorado para ser assinado agora. 

Nem todos em Paris partilham desse otimismo. A ministra da Agricultura, Annie Genevard, afirmou que as garantias atuais ainda não são "suficientes" e que a França estabeleceu limites claros. A maior associação de agricultores, FNSEA, foi ainda mais longe e falou em "traição" à agricultura francesa, pois, segundo eles, o acordo abriria a porta para concorrência desleal.

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Na Itália, é adotado um tom mais cauteloso. Roma não se opõe mais ao acordo comercial, mas exige garantias rígidas para os agricultores e normas ambientais recíprocas. Já existe um fundo de bilhões de euros para compensar os agricultores europeus em caso de quedas significativas de preços. Contudo, as organizações agrícolas permanecem céticas e temem a concorrência dos produtos sul-americanos mais baratos.

Nos últimos meses, políticos europeus destacaram que as relações comerciais internacionais mudaram profundamente recentemente. Não apenas devido à guerra da Rússia contra a Ucrânia, mas também às tarifas de importação extremamente altas impostas pelo presidente americano Trump em todo o mundo. 

Segundo muitos líderes europeus, os países da UE devem diversificar seus interesses alimentares e comerciais entre vários fornecedores e países, tornando-se menos dependentes de concorrentes econômicos como os Estados Unidos ou a China. Por isso, Bruxelas também está trabalhando em novos acordos comerciais com países asiáticos e africanos.

A Comissão Europeia destaca que o novo acordo comercial com a América do Sul não traz apenas riscos (para o setor agrícola), mas também oferece oportunidades (para a indústria). Exportadores europeus de carros, vinho e máquinas terão acesso a novos mercados, enquanto a importação de carne, açúcar e grãos da América do Sul estará sujeita a cotas e controles.

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Este artigo foi escrito e publicado por Iede de Vries. A tradução foi gerada automaticamente a partir da versão original em neerlandês.

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