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Resistência alemã contra nomes de carne para carne cultivada e alimentos vegetarianos

Iede de VriesIede de Vries
O ministro alemão da Agricultura, Alois Rainer, se opõe a uma proibição europeia dos nomes de carne para produtos alimentícios à base de plantas. Sua posição ameaça fazer com que a proposta, anteriormente aprovada por uma margem estreita no Parlamento Europeu, seja rejeitada pelos países da UE.
Afbeelding voor artikel: Duits verzet tegen vleesnamen voor kweekvlees en vegetarisch voedsel

O ministro Rainer (CSU) não quer que palavras como “veggie schnitzel” ou “tofu wurst” sejam removidas dos rótulos. Ele chama a proibição da UE de “burocracia desnecessária” que imporia ao setor alimentar “custos incrivelmente altos”. As empresas teriam que rotular novamente seus produtos e adaptar todas as suas campanhas de marketing.

Segundo Rainer, os consumidores já sabem há muito tempo que schnitzels vegetais não contêm carne. “Quem compra um hambúrguer vegetariano sabe que ele não é feito de carne bovina,” disse ele na semana passada em Luxemburgo, após consultas com seus colegas da UE. Ele acredita que o consumidor não precisa de proteção extra.

A Alemanha continua sendo uma importante voz contrária nas negociações europeias que agora começam entre os países da UE e o Parlamento Europeu. Isso parece tornar consideravelmente menor a chance de aprovação da proibição.

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Organizações de consumidores e a indústria alimentícia apoiam a posição alemã. Em uma carta conjunta, entre outros, Lidl, Aldi, Burger King e Beyond Meat expressaram sua desaprovação. Eles afirmam que uma proibição diminuiria a reconhecibilidade dos produtos e frearia a inovação. Também alertam que reembalar milhares de embalagens custaria milhões de euros às empresas de alimentos. 

O Parlamento Europeu aprovou no início deste mês, por uma margem estreita, a favor da proibição, por iniciativa de um eurodeputado francês. O debate lembra uma tentativa anterior em 2020, quando o Parlamento Europeu rejeitou uma proposta semelhante. Naquela ocasião, assim como agora, o cerne da resistência era o mesmo: os consumidores sabem perfeitamente o que estão comprando — mesmo que o produto se chame “veggie schnitzel”.

A eurodeputada holandesa Anna Strolenberg (Volt) e sua colega austríaca Anna Stürgkh (NEOS) iniciaram uma petição contra a proposta da UE. Segundo elas, não há nenhuma evidência de que os consumidores fiquem confusos por termos como veggieburger ou tofu-worst. Strolenberg destacou que os produtores de substitutos da carne são justamente transparentes ao usar rótulos claros.

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Este artigo foi escrito e publicado por Iede de Vries. A tradução foi gerada automaticamente a partir da versão original em neerlandês.

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